Enlatados

The U.S. fell for the ol' Khrushchev shoe slam every time. (UN)

Como tudo, hoje, a opinião enlata-se. Tornou-se bem dizer que Obama foi derrotado  na crise síria e entregou a influência à Rússia. O principal argumento é o  da ameaça não cumprida. Pois bem, o senhor da foto  fartou-se de traçar linhas vermelhas por causa de Berlim Ocidental. Nunca cumpriu.  Acontece que  durante  a crise cubana  ameçou e foi levado a sério. Muito a sério.

Deixar os russos falar equivale  a deixá-los  entrar no Great Game ( não  o original, que se desenrolou mais para este) e nos jogos ganha-se perde-se. Seja como for, no que toca à persuasão real  basta consultar o mapa das bases americanas na região.

FNV

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5 thoughts on “Enlatados

  1. vortex diz:

    desde Roma que os impérios são todos iguais no seu expansionismo.
    o dos EUA está falido e mantém-se com os empréstimos chineses.
    a Rússia de Putin, goste-se ou não, é uma potência europeia muito mais importante que a escangalhada UE. a Rússia tem petróleo, gás natural, ouro ….

    • e não só diz:

      Tem dissuasão nuclear q.b.
      Tem dissuasão energética(gás),já a usou.
      E de lá não saem,periodicamente como já esperamos,informações classificadas, tal como desse imperialismo ianque…

  2. Jorg diz:

    Não acho que o argumento seja o da “ameaça não cumprida”.
    Foi o de andar a desfraldar ‘motes’ do ‘politicamente correcto’ sem pesar o que dizia, como se a brutalidade do regime sirio (e já agora dos opositores, que são um lindo sortido…) fosse de hoje ou só desde que os ‘videos’ foram mostrados.
    Clinton espalhou-se na Somália á grande a fiar-se na mesma ladainha de boas intenções. Nos Balcãs, arrastado pela Europa eunuca que opinava estruturadamente sobre os horrores do conflito, acabou e.g. por cá com a malta do Guterres a medir migagésimos de Urânio empobrecido para pedir “responsabilidades”….
    Os EUA, quando se fareja a Guerra, estão sozinhos – são eles que fornecem os ‘boys’ que morrem e não faltam sábios e humanistas que investem a vida a “fiscalizar” – como um sorna que conheci, que cozinhava mal nas horas mas foi a França apresentar-se como critico que trabalharia para a Michelin, porque tinha um ‘dom’ de palato e olfacto… Ou seja sózinhos, com aquela distância que, preservando as alianças e afinidades, desconfia do espirito gregário que quando chega a hora da porrada reiteramente o ‘eleje’ como saco de boxe ou como corpinho para o manifesto.

    Nesta coisa, o remate era simples – queridos Europeus, é do outro lado da v. rua, e os russos são v. interlocutores. Desemerdem-se pois e já agora, por uma vez, mostrem serviço e paguem a conta! Nós temos os israelitas.,,

  3. XisPto diz:

    Se a coisa já é caricata relativamente ao ganhar/perder, como a futebolização do jornalismo gosta de apresentar, quanto ao intervir/não intervir fica divertido se isso fosse possível num drama desta dimensão. Há quem ontem criticasse a ingerência e hoje proteste por se permitir a selvageria da guerra.

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