Só para adultos

Muitos dos  que espumavam , e ainda espumam, com os casos da governação socrática, passam por cima disto.  Se políticos de aviário, nada  a objectar.

Repulsivo é constatar  que bloggers e colunistas, presumivelmente livres, fazem o mesmo.

Fico sempre indeciso  na escala – da canalhice obediente – entre estes e os vira-casacas. Talvez porque não haja diferença.

FNV

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16 thoughts on “Só para adultos

  1. Joaquim Carlos Santos diz:

    Pois claro que espumo, mas não é isso, Filipe. Não há mais paciência para estas tricas, esta maleabilidade da mentira e da verdade que pelo menos não se nos enfronha pelas TV a cada hora. De resto, qualquer espirro no núcleo do Poder traz uma porra de furacões dos mercados.

  2. Joaquim Carlos Santos diz:

    Por outro lado, esta estória da Ministra tem as cartas marcadas. Bastou que hostilizasse o sacrossanto múnus socratesco para lhe cair tudo em cima, o sistema pastoso que o Dr. Soares montou há uma porrada de anos. Ora, eu quero que o Ministério das Finanças me resolva problemas [o OE2014] e não que me seja o Problema, o Problema que o Spin Bunkeriano Socratesca laboriosamente fabrica. Estar a espumar de raiva nem parece teu.

  3. Joaquim Carlos Santos diz:

    Esta estória da Ministra com a Estradas de Portugal, enquanto técnica da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, tem as cartas marcadas: a contínua sugestão de que Albuquerque mente serve que propósitos senão ao branqueamento dos decisores socialistas? Pode um swap agregado a um empréstimo com parecer favorável de Albuquerque e decidido pelos incumbentes socialistas empestar o ambiente daquela que deu o parecer e não daqueles que o requereram? Pode. Isto é Portugal. É o Regime. São os socialistas-socratistas a tentar escapar fedendo. Não faltam facadas [as do relatório da DGTF?] a ajudar à cacofonia que estes pretendem instaurar. Bastou que a mulher hostilizasse o sacrossanto múnus socratesco nesta matéria para lhe cair tudo em cima, todo o sistema pastoso e omertàlhoso que o Dr. Soares montou há uma porrada de anos. Ora, eu quero que o Ministério das Finanças me resolva problemas urgentes [o OE2014] e não que me seja o Problema, ou o Problema que o Spin Bunkeriano Socratesco laboriosamente fabrica seja trituração sistemática da idoneidade de Albuquerque.

  4. henrique pereira dos santos diz:

    Filipe, mais uma vez: o que o relatório diz é isto: “Estradas de Portugal – comunicou as condições da operação contratada, previamente à sua concretização, conforme anexo 8.12.7 tendo a mesma sido autorizada conforme parecer favorável do IGCP”. Qual é a dificuldade aqui? 1) a operação refere-se à operação de financiamento ou à contratação do swap? 2) O anexo em causa não está disponibilizado pelo Expresso.
    Se o parecer referido é o conhecido, ele demonstra que não houve parecer nenhum sobre swaps.
    Se é outro, estranho que ainda não tenha visto a luz do dia, como o resto das coisas.
    Em qualquer caso, mais uma vez, se está a forçar uma interpretação da realidade que tem o pequeno problema de não estar fundamentada em factos mas em suposições.
    Sendo assim, qual é a questão?

    • XisPto diz:

      Admiro a sua paciência. Mas, se o IGCP não tinha competência em swaps como já disse na comissão o presidente à época, o facto de usar o elevador não a relaciona com o swap tendo, portanto, mentido?

  5. João Lancastre e Tavora diz:

    Sou livre de hoje como ontem (anterior governo) não me querer sujar em intrigalhada. Não tenho motivações nem dados para um julgamento sumário da senhora .
    Concedo que a nomeação da ministra foi um erro político, mas isso não me inspira uma crónica.
    Não me parece saudável a tua animosidade.

    • fnvv diz:

      A minha animosidade é pouca com os destemperados ( para usar uma taxonomia aristotélica), grande para com os intemperados: os primeiros são doentes, os segundos escolhem.
      Não pensei em ti, foste sempre um príncipe.

      adenda: só agora reparei- uma auditoria do ministério é “intrigalhada”?

  6. Jorg diz:

    Esta a ser injusto – e insultuoso, principalmente quando, muito sinceramente noto uma brutal rarefaccao, na blogosfera e nos media, de “canalhas obedientes” a defender MLA. Por outro lado, as intervencoes que conheco, e.g. aqui nos posts do v. Blog, sao feitas no espirito de liberdade, independencia e autonomia que tanto preza e pratica, eventualmente com erros mas despojadas de qualquer “obediencia”.

    Quem estruturou os “swaps” nao foi o IGCP, e o IGCP nao tinha sequer mandato para os escrutinar, logo dizer entao que eram muito bons como insinuou Almerindo Marques. Apenas em 2012 se mandata o IGCP para essa analise/avaliacao detalhada – e tecnicamente muito exigente, acredite.
    O que se fazia na altura era verificar, e solicitar a empresas como as EP, que explicitassem os colaterais que substituiam garantias de Estado, no seguimento de instrucoes da tutela para que as empresas se financiassem sem que isso implicasse aumento do defice/divida publicas – a famosa sub-orcamentacao.

    Ate 2008, encargos com colaterais baseados em swaps eram relativamente benignos (e baratos) devido á abundante disponibilidade de credito nos mercados e, mesmo nao sendo residuais, estavam apoiados em creditos primarios que tinham aval publico a diversos niveis – financas, QRENs, etc.
    Com os colapsos na Banca de Investimentos, o acesso ao credito tornou-se muito mais dificil, e todas as empresas do Estado – que continuavam a crescer com divida – se viam confrontadas com pedidos de colaterais liquidos ou com garantias de divida soberana que se estendiam nao so a novos financiamentos, mas tambem a refinanciamentos . Na falta disto – acentuada com as instrucoes da tutela, e.g. de Costa Pina no fim de 2008, com mercados secos, para os financiamentos permitidos serem aqueles sem garantias liquidas ou Publicas – empresas como as EP comecam a socorrer-se destes derivados, cuja estruturacao, progressivamente mais complexa e onerosa para quem as subscrevia, era feita a revelia do escrutinio publico. Como dizia Teixeira dos Santos, o seu ministerio nao tinha nada que andar a fazer “micro-management”.
    Assim, o reporte ao IGCP era essencialmente taxonomico, pois nao estavam mandatados para, e.g. analisar “swaps”, apenas para avaliar, se nos diversos financiamentos das EPs, colaterais iliquidos e/ou desligados de publicas garantias, com é o caso dos “swaps”, estavam a ser elencadas e se eram “estruturados para descontar qualquer “responsabilizacao” directa das financas publicas e a sua incidencia nas contas publicas, e.g. deficies, divida publica, etc.

    No caso citado por Almerindo Marques e que cauciona toda a bateria de epitetos de mentirosa a MLA, o que é verificado na analise ao pedido de financiamento que o colateral ou parte dele inclui um swap, e que tal swap servia a “desorcamentacao”.
    Nao encontra até 2012 nenhum documento, e.g. do IGCP ou outro ente publico que nao os departamentos financeiros de cada empresa do sector empresarial do Estado , onde se documenta, analisa, detalha e, eventualmente ajuiza a estruturacao de colaterais como os “swaps”, com projeccoes de encargos a prazos medios ou longos em diferentes cenarios. Simplesmente a Tutela nao queria saber, e provavelmente nem queria intuir a dimensao dessas responsabilidades e isso reflectia-se na pobreza do reporting, e eventualmente na monitorizacao global do risco no sector empresarial do Estado.

    Por isso na famosa transiccao, e na “folha feita” por Teixeira dos Santos, ou na “pasta” deixada pelo Sr. Pina nunca poderia constar nada de substantivo sobre o problema, a nao ser umas listagens com referencias a clausulas. Mesmo nas referencias do e-mail do entao director geral do Tesouro, as listagens avaliam um deve/haver com valores calculados a partir do mark-to-market, sem ter em conta as progressoes de encargos especificas de cada “swap” e outras clausulas, como as de liquidacao.

    De volta a noticia que cita, a assinatura de MLA, e a afirmacao da auditoria, significa que o financiamento – o encargo principal mais os juros – é obtido em condicoes que satisfazem os criterios do IGCP e que os compromissos com “hedging” (onde estao os “swaps”) nao implicam responsabilidades directas para a divida soberana e endividamento publico como exigido pela tutela.
    Num primeiro tempo, ate permitiram um ou outro ganho, mas nao era funcao do IGCP analisar ou avaliar cenarios de progressao a medio/longo prazo – nao estavam mandatados para isso. Tal assinatura nao significa que é uma solucao meritoria nos termos referidos por Almerindo Marques, tao pouco um juizo de valor sobre a toxicidade mais ou menos elevada do “hedging”.
    Por isso é que defendo MLA neste ponto – nao é verdade que tenha andado a benzer “swaps” no seu trabalho do IGCP, como nao é verdade que os tenha aprovado pelos seus meritos intrínsecos, de toxicidade ou menos, porque tal extravasava as suas atribuicoes e, para a tutela (pelo menos até as vesperas da chegada da Troika) isso nem sequer deveria ser monitorizado. Logo é ainda menos verdade que seja mentirosa nos termos em que tem sido reportado.

  7. Eh, eh, eh, Filipe. Nenhum dos seus interlocutores não explicitados percebeu a mensagem, a julgar pelos comentários. Louve-se o esforço de spin e a cara-de-pau. Como disse o Luís M. Jorge num post mais abaixo, quando lançam lençóis de texto aqui nos posts é preciso perceber o que estão a tentar esconder. Se não forem pagos para dar andarem por aqui a produzir fardos de palha, é obra.

    • henrique pereira dos santos diz:

      Camarada Sérgio Lavos, quem não tem argumentos faz ataques pessoais.
      É um passatempo como outro qualquer.
      Só não percebo o gozo de me acusar de receber dinheiro por escrever lençois bem menos e menores que os seus, sendo eu tão estúpido.
      Se eu não fosse tão estúpido ao ponto de não perceber nada do que os outros escrevem concluiria que não vale a pena gastar cera com tão ruins defuntos.
      henrique pereira dos santos

      • fnvv diz:

        Sim, claro que não acho que o Henrique seja isso, mas olhe que há por aí gente com tanta falta de critério que mais valia que fossem pagos ( não era vergonha nenhuma e os partidos comunistas fizeram isso ao longo de décadas)

    • Joaquim Carlos Santos diz:

      Vindo de ti, meu caro Sérgio, proprietário de um palheiro, é obra a dobrar.

    • fnvv diz:

      Não, Sérgio, aqui, salvo excepções, só vem gente boa. Noutros tabernáculos, a coisa pia mais fino,é verdade.

    • Jorg diz:

      Sem duvida meritoria obra é andar, sem ser pago, a calibrar medidas de perdão e condolência de recém-falecidos, ainda em salma -não vão eles ressuscitar e largar veneno…..

      Boa Noite e Boa Sorte

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