Ir, Ir

 

Eu vou lá meter o nariz, sobretudo no que tiver a ver com histórias do anfião.

FNV

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11 thoughts on “Ir, Ir

  1. vortex diz:

    adoro factos históricos. história, interpretação dos ditos, tem geralmente pouco a ver com os mesmos. qualquer bicho-careta faz de conta que percebe. para mim existe a dúvida sistemática quando se fazem considerações ou juízos.
    ao que dizem os entendidos anfião seria de origem turca e corresponde ao ópio, não ao do povo. sobre etimologia meu filho diz ‘não dou para esse peditório’
    as cartas da Ásia de Albuquerque ao boticário Tomé Pires todas valorizam o seu preço.
    Serpa Pinto dirigiu um ‘prazo’ em Moçambique dedicado à sua cultura e extracção.

  2. vortex diz:

    entretanto espero que tenha lido ‘até quando?’
    no”espectador interessado’

  3. vortex diz:

    Gaspar Correia em Lendas=anfião
    Garcia de Orta= do árabe afium
    Pe Bluteau=afiun
    Afyonkarahisar, região turca com mais e melhor ópio. a palavra será formada por:
    fortaleza+papoila+preta

    • fnvv diz:

      Não exact.:
      a base é a palavra árabe afyun ou afuyyun e a etimologia cientificamente mais reconhecida é a tradução chinesa: afuyong, daí o nosso anfião.
      O ópio é introduzido na China pelos árabes, algures entre o século VII ou VIII.
      Complicando, sabemos pelos comentários de Ficalho aos Colóquios ( tenho a edição original facsimilada), e por VM Godinho, que na Índia já existia um nome para a papaver somniferum: kaskhara, que não ilude a semelhança com a designação etíope: khaschkasch, o caxcax dos Colóquios.

      • Eu considero a exactitude (por força maior) com a beatitude dos ignorantes 🙂

      • fnvv diz:

        somos todos, Alexandra. Vc tinha uma inexactidão ( ehehehhe) naquela cena dos zombies, está prometido…

      • vortex diz:

        tenho a edição original do 4º conde de Ficalho.
        os árabes introduziram através da zona desértica a norte do Pamir por onde passou o Pe SJ que morreu junto à muralha. neste zona bilingue visitada (em estudo) por meu filho os Muçulmanos só conhecem o termo afiun.
        os viajantes franceses do séc. xvi à Pérsia aceitam esta versão que terá seguido a rota da seda e o percurso dos cristãos nestorianos.
        para mim contam os factos. qualquer versão é aceitável, o que não significa que seja verdadeira, porque nos movimentamos no campo das hipóteses

  4. vortex diz:

    um dos meus poucos muitíssimos amigos, Prof de anatomia descritiva, era o discípulo principal do Prof José António Serrano. recebeu esta edição como oferta. por ter decifrado os símbolos (maçónicos) do ex-libris do Prof Serrano recebi o dito livro. quando ofereci um milhar de livros à BNP recusaram este.

    livro com algum interesse, o do botânico Alphonse de Candolle

  5. vortex diz:

    enciclopédia Irânica:
    AFYŪN, opium, its production and commerce in Iran. The word afyūn is derived from the Greek opion and Latin opium (concerning this term and other words used in Persian for opium, see Dehḵodā, afyūn, taryāq, taryāq-e akbar, taryāq-e fārūqˊ, taryāk, ḵašḵāš, kūknār). The Persian name most in use today, taryāk, is also derived from the Greek (thēriaké, antidote against a poisonous bite). The opium poppy (Papaver somniferum) grew in western Asia in ancient times, and Asia Minor remained one of the chief producing regions. It was introduced to Iran from one of the countries to its west before the Christian era. As early as the 4th/10th century it was being used for non-medical purposes (A. R. Neligan, The Opium Question, with Special Reference to Persia, London, 1927, pp. 7-8). The exact date of its first cultivation in Iran is difficult to ascertain, but it can not have been later than the time of Abū ʿAlī Sīnā (Avicenna, 4th/10th century; Petrushevsky believes it began from the end of the 5th/11th or 6th/12th centuries, Camb. Hist. Iran V, p. 502). From the 5th/11th century it is frequently mentioned in Persian literature.

    • fnvv diz:

      opion não deriva para afyun, como é evidente. O teriaki não era ópio, era uma reparação à base de ópio com muitas coisas à mistura.
      Não tem de ir á Ásia. Na idade do bronze tardia ( tardo-Cipriota III) usaram-se cahimbos de ópio em marfim de 14 cm, encontrados em templos da ilha. Datados entre 1220-1190 a.C.

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