Isaltinando.

Um ou dois comentadores da casa, enchendo a boca com a corrupção socialista, decidiram relevar ao mundo a sua elevada estima pelo desempenho de Isaltino Morais em Oeiras. Se houvesse remédio para tão exótica bipolaridade talvez lhes fizesse algum proveito este testemunho do Daniel Oliveira. Mas não há, claro.

Luis M. Jorge

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4 thoughts on “Isaltinando.

  1. caramelo diz:

    Somos um país de extremos, uma cambada de malucos, o Isaltino de um lado a gastar à doida e depois isto, ó:
    “A crise tem sido mais forte porque as pessoas gastaram menos do que previmos.”

    Quiz: Quem disse isto? Não foi o Einstein, não senhor, pá, foi o nosso primeiro-ministro, um ponto por aproximação. Ele é muito inteligente, mas não atinge esse grau de genialidade? Eu não invento nada, pá, estou documentado: http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/estado-esta-arrecadar-mais-47-irs-trabalhador

    Mas então, cabrõezitos dos portugueses, heim? A guardar as notas debaixo do colchão, o c. que os f. a todos, agarrados do c. , preferem andar desdentados a comprar dentes novos, devem achar que lhes dá estilo, ou o c.. uma mocada nestas cabeças para lhes fazer saltar o resto dos dentes e ficarem a chupar nestum por uma palhinha, é que era. Vai-lhes ser muito útil o dinheiro para levarem no caixão, vai. Já disse um gajo do FMI que também não percebe nada do que se passa aqui, que isto tinha tudo para dar certo. E alguém entende esta gente? F.-se pra isto, p.q.p. ficamos mal vistos lá fora, ainda por cima. Isto o que vale é que já vão saindo cada vez mais, que deixem pelo menos cá os filhos para arejar o money, antes que seja comido pelo bicho. Gastem putos, não sejam acanhados.!

  2. caramelo diz:

    O Professor Vítor também é homem para dizer uma coisa dessas. O que se passa aqui, Luís Jorge, é uma crise de valores. Ontem fui comprar uma grade de cerveja ao continente e, como faço sempre, passei pela banca dos jornais para virar o público ao contrário. Calhou-me a crónica do João Miguel Tavares. Começo a ler e, eh lá, diz ele que nestes últimos tempos tem pensado muito no Egas Moniz. Mentira, claro, pensei logo, mas se calhar agora um gajo tem de fingír-se de tótó para conquistar raparigas. Novos tempos. Mas à medida que ia lendo, ia ficando em sentido e com os olhos a marejar, a lembrar-me da minha coleção de cromos da História de Portugal, uma tradição historiográfica que agora se está a recuperar. Ora, isto afinal é mesmo um jovem de catogria como todos dizem, pensei eu. E então, ia dizendo, ia ele por ali fora espadeirando a propósito do Egas Moniz e da nação e da honra, que estamos e perder, et coetera e isto e aquilo, e chega então o tribuno ao que queria: O Egas Moniz era um homem de honra, que cumpria o que prometia, e estamos a desrespeitar esse nosso ilustre avoengo a tentar renegociar com a troika o que tínhamos acordado antes, ao pedir uma alteração da meta do défice. Mais nada. É severo connosco, é certo, mas merecemos. Eu apenas receio que pelo critério do JMT nem o Egas Moniz estivesse à altura do Egas Moniz. É verdade, passou-me pela cabeça essa sombra de suspeita sobre a honradez do Dom Egas e fiquei corado de vergonha. Quem me dera agora que a história se tivesse passado antes assim:
    – Senhor, venho aqui com os meus filhos e a minha mulher com a corda ao pescoço para que faça de nós o que quiser, por causa da falta de cumprimento da promessa que fez o meu senhor Afonso Henriques e de que eu fiquei fiador.
    – Muito bem, meu bom homem, isso ficou bonito, não há dúvida, e agora vai em paz que se acabou o roteiro.
    – Eu vou em paz mas é os tomates, que eu tenho a minha dignidade! Exijo ser pendurado pelo pescoço, e ali à mulher e aos miúdos também, depois de os esfolarem a frio e lhes cortarem as orelhas.
    – Mas, mas…
    – Mas, nada. Não quero que o João Miguel Tavares um dia me aponte nada.

    É assim: Menos do que isto, o Dom Egas é aquele boneco tonto da Rua Sésamo namorado do Becas.
    A nossa história recente, graças a Deus, tem-nos dados bastos motivos de orgulho neste particular. É certo que o nosso actual aio tem mandado antes os filhos e a mulher ao castigo, mas já é honroso o suficiente ele um dia desprender-se do cargo, coitado, ficando melancolicamente a cuidar da horta do solar. Mas parece que o que ele quer agora fazer é limitar-se a pedir aos da troika que esfolem os filhos e a mulher e lhes passem sal nas feridas, sem lhes partir o pescoço de imediato, o que muito os vai desonrar.
    A propósito, meninas, tenho pensado muito no ilustre e saudoso Dom Gonçalo Mendes Ramires.
    .

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