Estranho

Também não gostei nada da analogia que JPP fez na Quadratura. Foi disparatada e tola e   JPP não faz estas coisas por acaso nem lhe falta imaginação e cabedal para elucubrar outras.

O que é muito estranho é que, em última análise, a banalização volta-se contra o banalizador e JPP sabe isso muitíssimo  bem.

FNV

Anúncios

47 thoughts on “Estranho

  1. XisPto diz:

    O tremendismo de JPP com este governo já não é novo.Ontem, noutro plano, também não resistiu a exagerar caricaturalmente sobre a necessidade de idosos andarem a recolher informação para provar que têm direito a reformas, como se ignorasse (ou será que ignora?) que essa informação hoje em dia está centralizada nas Finanças, basta ver os processos muito mais complexos de emissão de certificado de rendimento para obstar a aumento de renda.

    • caramelo diz:

      XixPto, o que tem saído é que as viúvas e viuvos têm de se mexer para fazer prova de rendimentos. Mas estando a informação centralizada nas finanças, como diz, os velhotes podem então fazer um manguito ao passos e mandá-lo a ele recolher a informação junto do colega das finanças 😉 O facto, XisPto, é que o estado, com frequência, nos manda frequentemente daqui para acolá recolher papéis nos seus próprios serviços.
      Ele não é tremendista; diz o que tem a dizer e tem geralmente rezão. E, se calhar, nem sabe ele da missa a metade.

      • XisPto diz:

        Caramelo: se é para acabar com o estado, conte com o anarca que ainda subsiste em mim. Se é para usar a burocracia do estado (Max Weber) para aplicar a política de um governo legítimo, não me oponho. Agora, demagogia para assustar reformados, não conte comigo. O JPP apoiou um governo que iniciou a cobrança de taxas nos hospitais e um membro desse governo defendeu (já não recordo se assim chegou a funcionar) que seria implementado mediante exibição da declaração do IRS no acto,e não me lembro dele fazer um número equivalente.

      • caramelo diz:

        XisPto, eu não quero acabar nada com o Estado. Apenas comentava essa pequena curiosidade burocrática. E o JPP defendeu um governo que tinha um tipo que, por sua vez, defendeu que se apresentasse IRS nesse tal ato e não disse nada? Tá bem. E está a assustar os reformados? Caraças… coitados dos reformados. Já não bastava termos dos reformados mais pobres da europa, muitos a receber 200 euros de reforma e outros a sustentar os mais novos, se ainda levam com o barbudo a assustá-los, então é que ficam mesmo mal. Que mudem de canal.
        O JPP é o nosso melhor comentador politico, de longe, tem uma preparação teórica que poucos têm, e sobretudo esforça-se por mostrar empatia para com os mais fracos, coisa importante nestes tempos difíceis.. Há quem não o faça por um estranho pudor, um receio de serem tomados por lamechas ou acusados de anacronismo neo-realista, Não será difícil apanhá-lo em falta, recensear-lhe as contradições,, como essa do IRS, ou piores. Mas faz falta.

      • XisPto diz:

        Caramelo: de acordo quanto ao JPP, mas ele gosta tanto de mostrar empatia pelos mais fracos como influenciar os mais fortes… Como ele já disse, tem mais poder do que um Secretário de Estado

      • caramelo diz:

        Espero que sim. Para irrelevante, estou aqui eu.

  2. Bone diz:

    Estranho? Não achei, até já me tinha ocorrido. Há algo nele, aquela (aparente?) obstinação cega e surda que faz realmente lembrar o inominável. Penso que PPC, ou pelo menos a sua persona política, revela traços de psicopatia, da boa oratória à falta de empatia, ao excesso de auto-estima, manipulação, etc, etc. Há muitos como ele por aí mas este, por azar nosso, estava no lugar errado na hora errada.

    • fnvv diz:

      Pois achou, ora se não acharia …Em Portugal temos visto Hitlers e nazis em todo o lado ( da junta de freguesia ao futebol), para não falar em fascistas ( até o Sócrates e o Santos Silva).
      Vai longe.

      • João. diz:

        O Bone não sabe que as comparações estúpidas apenas têm legitimidade quando se aplicam ao PCP.

      • Bone diz:

        A sua resposta denuncia preconceito, o que lamento. Por si, evidentemente. Eu não me arrogaria a pretensão de adivinhar os seus pensamentos e intenções. Nem os de Passos Coelho, apenas reconheço que a postura do cavalheiro é sinistra e me inspira cruéis personagens. Perante as circunstâncias excepcionais em que se encontra, bem entendido, como cantor de music hall (ou até como PM em plena euforia dos fundos estruturais) poderia ter-se revelado uma excelente pessoa, quem sabe? É, o mal existe, Fnvv, lamento informá-lo, e está no meio de nós.

        P.S. João, é a Bone e não o Bone. Obrigada.

      • fnvv diz:

        Não é preconceito nenhum, é conceito. Conhecemos os nosso comentadores (através do que vão comentando, óbvio).

      • João. diz:

        Okay Bone. Obrigado pela corecção e desculpe o lapso.

      • Bone diz:

        Não vejo que dos meus comentários possa ter retirado a ideia falsa de que vejo um nazi em cada esquina ou que frequente juntas de freguesia e estádios de futebol. Também nunca integrei o coro de críticos da personalidade de Sócrates, nem percebi muito bem por que motivo tanta boa gente o achava arrogante. Por se irritar? Não chamo a isso arrogância e mil vezes alguém que fala claro e defende aquilo em que acredita com alguma lógica e respeito pela inteligência alheia, mesmo que se zangue, do que um governante que é capaz de dizer tudo e o seu contrário com o mesmo sorriso bovino. Mas dou-lhe um contributo para enriquecer o seu labor conceptual. A saúde mental de PPC preocupou-me pela primeira vez (até aí confesso que também atribuía tudo a falta de inteligência e oportunismo) quando, em plena crise após a demissão de Portas, PPC disse: “Não me demito. Não abandono o meu país”. Na altura, alguns patetas de serviço vieram falar de patriotismo, mas eu senti um calafrio na espinha. O que eu vi foi um homem que sova metodicamente a mulher mas que não lhe dá o divórcio porque a “ama muito”. Quer educá-la, quer que ela seja como ele acha que ela deve ser. Na sua opinião, ela não se porta bem e ele quer pô-la nos eixos, “porque a ama muito”. Nem sequer tem grande opinião dela, admira é as louraças nórdicas, ela é morena e baixinha, mas com ela ele sente-se poderoso, ela está mais “ao seu nível”. Ela é ambivalente, como geralmente acontece nestes casos: quer deixá-lo, mas ao mesmo tempo interiorizou a culpa com que ele a castiga. Ele tanto diz que no futuro vai ser diferente, como a ameaça com mais porrada caso ela riposte. Não a liberta, mas também não a ouve, não a respeita. Ele é que sabe o que é bom para ela. Não é este um homem doente?

  3. João. diz:

    Banalização é o que se está a fazer com a soberania portuguesa. Ministros dos negócios estrangeiros que dizem que somos um protectorado e que é repetido depois pelos partidos do governo; um PM que diz que vamos ceder automaticamente soberania a instituições europeias; malta de instituições estrangeiras a pressionar o nosso TC sem que o PM diga uma palavra em sua defesa, antes pelo contrário, estimula esta interferência; e ainda uma disponibilidade para aceitar o ponto de vista dos credores independentemente de vir a destruir a economia do país sabe-se lá por quanto tempo quanto tempo.

    E mais:

    Escolha de um sector da população para representar o papel do parasita que suga os recursos do país (as cigarras e as formigas)? check.

    Assumpção de uma posição messianica (“se eu falhar falha o país”) por parte do líder do governo? check.

    Redução do programa de governo à realidade (“não há alternativa”)? check.

    Pressão sobre a comunicação social (“é de esquerda”, “é militante”, “é melhor escolher pessoas da rua para fazer perguntas ao PM do que jornalistas)? check.

    Ataque e pressão constante sobre a ordem constitucional vigente? check.

    Privatização do Estado através da cobertura dos deveres de accionistas da banca privada (por ex. a recapitalização do Banif) com dinheiro dos trabalhadores e reformados? check.

  4. Boa tarde Filipe,
    Só hoje vi o programa e fiquei surpreendido com a comparação de JPP, até porque, como diz: “(a comparação) volta-se contra o banalizador”, então porque a fez?
    A situação é preocupante mas cair nestas comparações não nos vai levar a lado nenhum.
    Abraço e bom fim de semana

  5. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, em meu entender trata-se antes de «bananalização» e de «bananalizador»: excesso de potássio, em suma…

  6. António diz:

    Filipe, se me permite, e face ao que chegámos, dê uma olhada de vez em quando no https://twitter.com/JesusProfeta, pelo menos sempre dá uma gargalhada.

  7. Miguel diz:

    Numa coisa ele tem razão, a lógica da fuga para a frente é a mesma. As circunstâncias é que são diferentes. Mas a extrema-direita está a crescer pela Europa fora, pelo que o próprio contexto está em mutação e a evolução não é num sentido positivo. Temos vindo a comentar por aqui outros pontos em comum: a boçalidade e incultura do poder actual, o desrespeito pela formalidade democrática ou, o que é equivalente, pelas liberdades burguesas. É um exagero, sem dúvida. Mas recordemos:

    Primeiro vieram buscar os Comunistas,

    e eu não disse nada,

    porque eu não era Comunista.

    Então vieram buscar os Judeus,

    e eu não disse nada,

    porque eu não era Judeu.

    Então vieram buscar os Católicos,

    e eu não disse nada,

    porque eu era Protestante.

    Então vieram buscar-me a mim,

    e nessa altura,

    já não havia ninguém para falar por mim.

  8. caramelo diz:

    Eu não vi o quadratura, mas o JPP costuma ter o cuidado, quase maníaco, de ser preciso e rigoroso no que diz. Pela descrição, não me parece que estivesse a comparar o Passos ao Hitler, mas sim a comparar a situação de um com uma situação particular em que se encontrava o outro num dado momento e as reações de cada um. Já vi comparar políticos portugueses a ditadores sanguinários, mas isso parece-me ser uma comparação de outra qualidade. Mas não sei de facto o que ele disse.

    • fnvv diz:

      Pois não sabes.
      É evidente que não estava a dizer que o Passos persegue judeus.

      • Miguel diz:

        A analogia não pode ser com a perseguição aos judeus. Não faz sentido. Mas os sinais multiplicam-se na forma de desprezo pelo regular funcionamento das instituições, pelas suas regras e pela dignidade das pessoas em geral. O último exemplo vem dos EUA: é o shutdown imposto pelos republicanos. Por cá, o desprezo pelo Tribunal Constitucional e as pressões que sobre ele exercem. E pouco a pouco vêem buscar-nos, não a nós fisicamente para nos encarcerar, mas aos nossos trabalhos, salários, pensões, escolas, hospitais, de tudo um pouco. A pouco e pouco, como se tudo isto fosse natural, como se tudo isto fosse o melhor de todos os mundos possíveis.

  9. João. diz:

    Off topic:

    Quando o PCP avisou por suas palavras que o “exército de libertação da Síria” era uma fraude e era contra os interesses e a real capacidade do povo sírio escolher o seu caminho logo vieram os democratas dizer que mais uma vez o PCP apoiava torcionários contra forças democráticas. Onde andam esses “democratas” agora?

    “In a coordinated attack, numerous rebel groups fought off a small garrison of government troops and swept into the villages, killing 190 people, according to a Human Rights Watch report to be released on Friday. At least 67 of the dead appeared to have been shot or stabbed while unarmed or fleeing, including 48 women and 11 children, the report said. More than 200 civilians are still being held hostage.”

    http://www.nytimes.com/2013/10/11/world/middleeast/syrian-civilians-bore-brunt-of-rebels-fury-report-says.html?hp

    “Most Syrians back President Assad, but you’d never know from western media
    Assad’s popularity, Arab League observers, US military involvement: all distorted in the west’s propaganda war”

    http://www.theguardian.com/commentisfree/2012/jan/17/syrians-support-assad-western-propaganda

    “A report to NATO said Syrians have undergone a change of heart over the
    last six months. The change was seen most in the majority Sunni community,
    which was long thought to have supported the revolt.
    “The Sunnis have no love for Assad, but the great majority of the
    community is withdrawing from the revolt,” the source said. “What is left is
    the foreign fighters who are sponsored by Qatar and Saudi Arabia. They are
    seen by the Sunnis as far worse than Assad.”

    http://www.worldtribune.com/2013/05/31/nato-data-assad-winning-the-war-for-syrians-hearts-and-minds/

    A ver pelo último link o que o exército de libertação da Síria, apoiado por todos os bons democratas do mundo, acabou por levar ao reforço da popularidade de Assad que, neste momento, é superior à que tinha antes da entrada em campo das forças armadas da liberdade.

    • XisPto diz:

      “o exército de libertação da Síria, apoiado por todos os bons democratas do mundo”
      .
      Negativo. Precisamente as dúvidas sobre certos grupos e o receio de ver a rebelião hegemonizada pelos fundamentalistas têm impedido um apoio como o que refere. Mas, já agora, se me permite, porque meteu este tema aqui e agora?

  10. Três coisas:

    – Pacheco Pereira fez questão de dizer que eram duas situações completamente diferentes, distanciando o nazismo do que está acontecer.

    – Ao referir-se a Hitler, estava a falar do filme onde este é retratado – “A queda” – no qual há um diálogo que, por uma daquelas estranhas coincidências, se assemelha bastante ao que Passos Coelho disse. Qualquer coisa como: “se eu for derrotado, o país é derrotado, porque não soube acompanhar os meus esforços.”

    – Quantas vezes é que Passos já repetiu a ladainha do esforço colectivo para conseguir um objectivo que é, sobretudo, do seu Governo? Como se cada um dos portugueses não tivesse uma opinião sobre as políticas seguidas por ele. Passos Coelho repete à exaustão a ideia de que apenas há um caminho, e se esse caminho falhar o país é que perde. Não sei se este tipo de comportamento entra no âmbito da psicopatologia (o Filipe saberá melhor), e sinceramente acho que é apenas cretinice de jotinha, mas que há obstinações perigosas, há. Esperemos que um dia a História varra esta personagem sem demasiados danos para o país. Tudo pode ser sempre pior.

    • XisPto diz:

      Tem razão SL, o JPP ainda não age como vc chamando fascista abertamente ao governo, limita-se a dizer que PPC tem uma relação com o povo português como o Hitler tinha com o alemão. Lá chegará.

      • Onde e quando é que eu chamei fascista ao Governo?

      • XisPto diz:

        SL: Se afirmar que este governo não é fascista, peço desde já desculpa por ter interpretado mal o que escreve, mas é isso que acho que faz quando escreve coisas (um exemplo seguramente entre mil) como isto:
        http://arrastao.org/2574911.html

      • A cada deriva autoritária que este Governo tem tido, eu tenho chamado no Arrastão atenção para esse facto. O post que deixa aqui nem sequer é dos mais representativos. Em relação ao “fascismo” do Governo, eu diria que as credenciais democráticas de alguns governantes (Passos Coelho à cabeça) não são as melhores, sobretudo quando tentam condicionar o estado de direito e contornar a lei (não preciso de dar exemplos, diariamente eles acontecem). Mas daí a ser por natureza fascista, não, de maneira alguma é. Do que eu tenho quase a certeza é que Passos Coelho nem sequer sabe distinguir muito bem a linha que separa uma democracia plena de um estado autoritário, e aqui dou dois exemplos: as sucessivas pressões sobre o tribunal constitucional; e a frase na entrevista de anteontem à RTP – a ideia de se colocar como personificação do Estado e do país é anti-democrática, mas ele nem se deve ter apercebido disso.

    • fnvv diz:

      Sérgio, sabemos ambos muito bem que JPP tinha à disposição muitas analogias análogas ( não resisto).

      • As outras analogias “disponíveis” são com regimes totalitários de esquerda. Aliás, já várias pessoas de direita chamaram a este Governo revolucionário e estalinista, por estar a propor uma transformação completa da sociedade, à moda de Mao. Curiosamente, ninguém se indignou com esta analogia quando foi feita (por exemplo, pelo Pedro Marques Lopes). Por que é que é aceitável sugerir que o projecto deste Governo é parecido com projectos totalitários de esquerda e não é quando se aproxima de Hitler? Eu respondo: para a direita, insultar alguém de direita é chamar-lhe comunista (ou socialista, no caso dos “liberais” dos blogues), o que implicitamente coloca Hitler um patamar acima de Estaline.
        Pessoalmente, e principalmente depois do programa de ontem da RTP, encontro semelhanças entre Coelho e Chávez. Posso dizer isto, ou também é território sagrado?

      • fnvv diz:

        Bem, não sabia que já podemos equiparar os regimes comunistas ao nazismo.Pensava que foram experiências extremamente bem intencionadas com alguns perçalços de caminho.
        Apesar de tudo, não o faço.
        PS olha que o Coelho ainda não passa o dia de reflexão pré-eleitoral a falar na RTP…

      • João. diz:

        Quem compara o nazismo com o comunismo já deixou de pensar e portanto já se está satisfeito e se instalou na inércia do pensamento dominante. Podemos acreditar com segurança quando o Sérgio se define como um liberal.

      • João. diz:

        Este “deixou de pensar” não é aqui de ser ou não inteligente. O que quero dizer é que abandonou o tema ao pensamento dominante. Comunistas e nazis não se consideram idênticos e não há razão para fazer do pensamento dominante nesta matéria o meio termo ou o ponto de vista da realidade. O ponto de vista dominante é mais um termo na questão e não a sua solução.

  11. luar diz:

    E “os talhantes” do Bagão Felix no programa da sua “amiga esfinge”? Que dizer?
    E D. Januário ontem? Foi um “lucho”!

  12. Filipe,

    Não sou uma leitora atenta de blogues ditos “políticos” (a prova, se necessária for, é que o leio mais a si no DC do que alguma vez o li em quaisquer outros blogues (e também não li os seus livros)), mas se formos ali:

    http://ephemerajpp.com/2013/10/11/a-memoria-fisica-perdida-das-campanhas-publico-5-de-outubro-de-2013/

    talvez dê para perceber qualquer coisita (e eu não passo atestados de incompetência).

    Que fique claro que não tomo partido. Desde os meus 16 anos (aprox.) que tomo tudo inteiro. O que houver para cuspir ou vomitar, seja.

    p.s. – não me volte a censurar o vernáculo, ok?, é que fica tão parecido com um betinho insuportável.

    • fnvv diz:

      Não percebo o que tem o link a ver com os nazis, Alexandra,
      Nunca censurei vernáculo ( língua do nativo) , só a linguagem badalhoca.E assim será, quer pareça betinho quer pareça betão, porque aqui exijo inteligência, menina.

  13. O Filipe confunde étimos com palavras inteiras, ditas, onde de facto está a sua origem, e também confunde inteligência com leituras, coisas que eu não faço.

    Os nazis não têm nada a ver com o assunto, só na aparência. O problema é que as aparências são o ópio do povo.

  14. caramelo diz:

    Pronto, vamos assentar que nazi, não, que é chato, mas acho que não há problema em chamar-lhe fascista, para-fascista, quasi ou cripto-fascista. O homem é de mármore e tem umas contas de quartzo incrustadas nos olhos, não se perturba com isso nem com coisa nenhuma. A propósito, que eu me lembre, é o único vilão ou herói simultaneamente frio e pouco inteligente da história, sai um pouco do cânone, ninguém antes se tinha lembrado de criar um assim. Mas, retomando, a diferença é que o Mussolini tinha um magnetismo que atraia o Pound e este atrai o João Miguel Tavares. Este génio teve outro momento de inspiração no Público,, ao admitir mais facilmente uma prova desportiva a uma manifestação, na ponte, numa inversão total de valores numa sociedade democrática, as we knew it, terminando com um apelo à firmeza do chefe com um N.A.O. E lá vamos cantando e rindo histericamente.

    • joshua diz:

      Caramelo, só vês para um lado. Evidentemente que a ponte Salazar-de-Abril não oferece todas as condições de segurança e se pensarmos exclusivamente na segurança dos manifestantes essa manif nunca se faria e um dia alguém questionará o que estava na cabeça dos caramelos que a conceberam.

      • Parece-me fascinante que um desempregado de longa duração, como você se descreve, segregue tanto fel à CGTP, às manifs, etc. É um fenómeno interessantíssimo de auto-flagelação. Quem julga você que o defende? O Fernando Ulrich?

      • caramelo diz:

        Joshua, “Evidentemente” o quê? Você não sabe coisa nenhuma. Os técnicos, incluindo policia, simplesmente nunca se depararam com uma manifestação na ponte e à cautela deram parecer desfavorável. É um mecanismo mental de auto-defesa conhecido.. Portanto, alguém tem de se atravessar, a decisão é politica. Como os da CGTP não são amadores nestas coisas, se houvesse alguma ameaça real, seriam eles os próprios a alterar o local. Que isto esteja a ser aproveitado por si e por outros, não admira. Você depois da manifestação vai escrever um post ou um comentário a dizer que afinal a manif foi um fiasco, etc. o costume. Até já deve estar feito um rascunho.

  15. XisPto diz:

    Muito interessante a correcção de tiro, hoje no Público. Temos que estudar Wagner antes de ler JPP…

    • fnvv diz:

      o quê? Não comprei. Resuma numa frase, pode?

      • XisPto diz:

        Referia-se à atmosfera de Declínio e Queda (…), de fim do mundo, que caracteriza o ambiente actual e que só os germânicos e Wagner em particular expressaram. Nem a “emergência financeira” nem outras justificações colhem para justificar o governo, mas os que entenderam no que ele disse que PPC seria de alguma forma como Hitler não perceberam nada. Penso que é uma resposta clara à apreciações críticas que apareceram na blogosfera corrigindo o entusiasmo da comunicação verbal…

      • fnvv diz:

        pois. desde Hesíodo que estamos em declínio e queda. Spenglariano.
        Eu vi e ouvi.
        E nunca percebemos nada de cada vez que JPP se encarniça e perde a tramontana. Como na treta da asfixia democrática em que depois MFL ia passear-se com Alberto João.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: