Reflexos

Por causa de uma simples  tentativa de civilizar  o chiqueiro, Fernando Alves  já ironiza que qualquer dia serão limitados os números de filhos que cada casal, por causa da crise, poder ter,  ou de netos que os  avós podem acolher.

Até eu, que tenho lançado aqui o anátema – pagaremos  com língua de palmo  a nula exigência para com as  críticas à governação -, me surpreendo com a velocidade da decomposição.

FNV

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12 thoughts on “Reflexos

  1. vortex diz:

    com o egoísmo a fingir de crise só há filhos de emigrantes.
    como estes abandonam o rectângulo todos os anos diminuem
    com tendência para zero

    há cada dia mais xenofobia a todos os níveis.
    já entrou nos mitos urbanos

  2. Daniel diz:

    A medida, de limitar os cães, tem pelo menos um mérito: É hilariante ver alguns dos ditos liberais defender esta medida, que é claramente mais uma ingerência do estado na vida do cidadão, e ao mesmo tempo, ver defensores do estado social para tudo a vociferar contra a possível lei.

    Quanto à tentativa de civilizar o chiqueiro, eu geralmente prefiro que se invista na educação (não apenas escolar mas também das regras da sociedade) do que tentar criar leis para se civilizar à força. Leva mais tempo, eu sei, mas no longo prazo acho que funciona melhor.

    • fnvv diz:

      Se isso é para mim, óptimo( não vi outros) : sou um liberal à moda antiga e não me choca nada que se limitem os danos causados por produtores de excrementos em varandas e ganidos insuportáveis. Peca por defeito, a medida.
      Bem, se me deixarem ter um porco bísaro em casa ( são excelentes animais de companhia) e assim, então , anarquia por anarquia, ok: faxavor de legalizar já e imediatamente a Hon Kong nº3 que vc não tem nada a ver com o que injecto no meu braço em minha casa.
      As pessoas d’abord

      • Daniel diz:

        Não era para si. Provavelmente devia ter explicitado que me referia aos neo-liberais (lá está, ditos liberais) que fazem campanha pelo mini estado, aquele que pouco ou nada interfere com a vida económica e as liberdades dos cidadãos, mas que depois aplaudem uma medida destas só porque vem de um governo por eles apoiado. E o reverso do outro lado. Não considero o Filipe dentro de nenhum destes casos.

      • fnvv diz:

        pronto.Nesse sentido tem razão.

  3. Bone diz:

    O sentido de oportunidade deste governo é confrangedor. Vejo bandos de animais abandonados, gatos, cães, tartarugas, arganazes, uma verdadeira selva urbano-doméstica, a competir pelos restos de comida com os sem-abrigo que em cada vez maior número povoam os recantos da nossa consciência. Deduzo campos de concentração de animais domésticos criados para limpar as cidades da infestação de animais abandonados. Depois de convenientemente assados são distribuídos com discrição pelas sopas dos pobres.

  4. caramelo diz:

    Há uma coisa que não percebo. A nova lei diz que não pode haver mais do que quatro animais por fogo, cães e gatos. Cães, máximo dois, gatos, máximo quatro, misturados, máximo quatro. Periquitos, tartarugas e aranhas, é à vontadex e quem tiver quintais também não é afetado. Não é assim? Pergunto eu, haverá assim tanta gente que tenha mais do que essa bicheza de cães e gatos em apartamentos? Com excepção das velhas loucas que alimentam dezenas de gatos e da Cruella do 101 dálmatas, que têm motivos para se queixarem, não vejo razão para tanto alarido. Capem os bichos, caraças, ou dêm-lhes banhos de água fria.

    • Bone diz:

      Caramelo, e às velhas loucas é negado o direito de acolher gatos? A que título, se não incomodam ninguém? E não se trata apenas de cruellas, há muitas pessoas, novas ou velhas, declaradamente loucas ou aparentemente sãs, que recolhem animais abandonados em suas casas, procuram dono, às vezes conseguem-no, outras não, e vão ficando com os animais em casa, sobretudo cães e gatos. Não simpatizo com a animalocracia, é um pouco estranho e até assustador quando no limite o animal abandonado provoca maior empatia que o ser humano também caído na rua, mas nem todas as pessoas que recolhem animais são loucas a este ponto e a verdade é que acabam por prestar um serviço público, recolhendo a gataria das ruas. Capar os bichos seria a solução? Os animais recolhidos geralmente são esterilizados. Não é dentro de casa que os gatos se reproduzem alegremente, é na rua. Quanto mais gatos abandonados, pior será.

      • caramelo diz:

        Bone, o que eu estava a dizer é que é tanto o alarido, tantas as queixas de interferência do estado, que eu agora olho ali para o prédio em frente e imagino um jardim zoológico em cada apartamento. Eu também acho, como o Filipe, que a medida peca por defeito. Há quem não tenha condições para ter nem que seja um canário. Eu dou ração às minhas aranhas para elas deixarem am paz os mosquitinhos, sou um gajo assim.
        Há três problemas a considerar, não necessariamente por esta ordem: o bem-estar dos animais, a saúde pública e o sossego dos vizinhos. As velhas podem ser muito amorosas e voluntariosas, mas se querem recolher animais abandonados, um de cada espécie da criação, macho e fêmea, têm que ter instalações adequadas para isso, por cada uma dessas razões.
        Não se preocupem os amigos dos animais, que ainda há uma grande margem de amor transbordante para dar aos animais, incluindo as parafilias. Nem de propósito, ou sem propósito nenhum, estava ontem um psiquiatra a dizer ao Conan O’Brien que há gente que só se excita sexualmente com pássaros. Com pássaros, senhor.

  5. caramelo diz:

    Tá tudo a relaxar, pessoal. Afinal, parece que a própria ministra só agora tomou conhecimento, pelos jornais, que há um grupo de excêntricos no ministério, num gabinete de canto num corredor escuro que ela nem conhece, entretido há anos com este assunto marado. Hoje à noite vai haver festança em casa da Cruella de Vil. Esperemos que os canitos já tenham sido castrados.

    http://expresso.sapo.pt/cristas-deixa-cair-limitacao-do-numero-de-animais-domesticos=f838444

  6. henedina diz:

    Estive a ler o documento para a reforma do estado “Melhor estado”.
    Concordo com uma frase “Reformar é diferente de cortar”.

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