Mais boas notícias.

Aproveitando as férias do Filipe, continuo a série que tantas alegrias deu aos nossos leitores da direita liberal.

1. Uma em cada sete pessoas ficaram desempregadas desde 2008
2. Valores da emigração em perspectiva: em 2012 mais do que em 1966.

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Assim sim, isto vai lá. Com muita coragem, determinação e tal.

Luis M. Jorge

13 thoughts on “Mais boas notícias.

  1. joshua diz:

    Sim, Luís, mas à parte as más notícias [o meu desemprego e a minha quase emigração], também temos boas, excelentes notícias. Convém não as misturar ou esquecê-las ou desvalorá-las e o caralho.

  2. henrique pereira dos santos diz:

    Não consegui perceber a fonte dos dados do gráfico. Acredito que estejam certos mas não batem certo com estes: https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0Ag0K-i-eHBwIdFBZRE9rWk9RWnVDai02cWl1OC14U3c&hl=en#gid=0
    Em qualquer caso, se é para pôr a coisa em perspectiva, convém explicar que em 1966 havia quase menos dois milhões de residentes (por volta de menos 1,7 milhões), que os números do gráfico não incluem a emigração para a áfrica portuguesa, e que 1966 é apenas um dos muitos anos, desde meados dos anos 50, com forte emigração.
    Já agora, nos últimos duzentos anos, é a altura de maior crescimento económico de Portugal (depois de 1956, se não em engano, com a adesão à EFTA, mas o melhor é confirmar na história económica do Pedro Lains).
    Note-se que não estou a fazer nenhuma relação entre emigração e crescimento económico, estou apenas a dizer que coincidem no tempo.

    • caramelo diz:

      “Note-se que não estou a fazer nenhuma relação entre emigração e crescimento económico, estou apenas a dizer que coincidem no tempo.”

      Bem, se dois indicadores económicos coincidem no tempo, talvez não fosse mau estudar uma relação, não? Os nossos génios discretos do governo é que são tão, mas tão especializados que não conseguem relacionar duas coisas do mesmo universo ao mesmo tempo (como os sábios que dedicam cinquenta anos a estudar conchas de uma espécie de caracol), e depois mostram-se espantados com os resultados das suas politicas. Um crescimento económico elevado pode coincidir com alta taxa de emigração. É preciso avaliar as assimetrias, estrutura económica, protecção social, etc. Quanto a este último, lembro que um emigrante com uns anos em França, recebia mais tarde em Portugal uma pensão que lhe assegurava uma velhice decente. E é preciso não esquecer outro fenómento de emigração: o da emigração interna: o êxodo das populações rurais para Lisboa, formando os bairros de lata e os imensos bairros clandestinos de cimento. Isto também é emigração entre dois mundos no mesmo país: de um mau, para outro menos mau, ou que era assim entendido por quem emigrava. E a saída para as províncias ultramarinas também conta, embora nesse caso fosse mais difícil (o Estado, no caso da Europa, Canadá, Estados Unidos, etc, foi obrigado a render-se ás evidências e a negociar quotas). Portanto, esses números da emigração dos anos 60 pecam por defeito.
      Angola tem há anos um excelente crescimento económico e só não emigram mais angolanos porque não há dinheiro para o avião, nem para pagar a passadores que os transportem ao mediterrâneo, que fica longe.
      Eu não consigo imaginar indicador mais revelador sobre o estado do país do que a percentagem de pessoas que querem sair dele, incluindo aqueles que querem sair e não podem, por variadas razões. Ofusca tudo o resto. Bem pode o governo ir buscar o professor tournesol para brincar com números.

  3. A reforma do Estado a velocidade de cruzeiro

  4. Luís, isso é claramente má vontade. Não vê que vivemos um verdadeiro “milagre económico”? E certamente que as centenas de milhares de desempregados, os emigrantes forçados e os milhares de indigentes que não se manifestam concordam com isto. Só não concorda quem é adepto do bota-abaixo.

  5. Parece-me importante que este blog dê uma mensagem positiva às famílias.

  6. Sê muito bem vindo, Luís!

    Mal abri a caixa de comentários deste post, senti-me logo numa espécie de «twilight zone». Note-se que não digo que haja uma relação entre a minha sensação e o que encontrei, mas tão-só que ocorreu uma coincidência temporal.

  7. henedina diz:

    Regresso em cheio Luís, e a tempo de lhe perguntar se é possivel comprar no proprio dia bilhetes para Lisbon Estoril Film Festival (no local) ou se tem de ser antes. Se antes sabe como?
    Os nossos PM têm jeito para mistificar, Sócrates era um must e este na AR foi um must.

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