V.1

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Maria Lassnig.

Em década e meia assisti a três bienais de Veneza. Observei o crepúsculo (ainda em curso) dos rapazes da Saatchi, a consagração da China e esta espécie de enciclopedismo que tenta corrigir os excessos de uma actividade dirigida a yuppies e oligarcas russos.

A minha relação com a cidade também mudou desde que a visitei pela primeira vez. Nos próximos dias colocarei aqui alguns apontamentos sobre essa experiência.

Como todos os lugares-comuns Veneza resiste ao espírito crítico — principalmente o de quem se aproxima montado em reflexões genéricas sobre o sublime. Resta-nos uma estratégia de close reading, que tentarei ensaiar sem grandes promessas.

Tal como Ruskin valorizou as imperfeições do gótico, a sua natureza demasiado humana, o turista contemporâneo deve aproximar-se da região abraçando a vulgaridade. Veneza nunca será Las Vegas, e suporta bem o exercício.

Luis M. Jorge

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