Num país perto de si

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Nada como uns dias fora da terrinha para relativizar as coisas. E não estive nas Filipinas.
Em Espanha, os jornais inflamam-se com a queda da monarquia num futuro próximo, o referendo à indedependência da Catalunha no ano que vem e a libertação de vinte etarras na semana passada. O ABC furiosamente contra, como é óbvio. O El País subtilmente a favor, como é evidente. As duas Espanhas de sempre, agora a discutir a chefia do Estado, a unidade nacional e a independência da justiça. Os fundamentos do regime, em suma.
Por cá, leio sobre o derby lisboeta, as guerras familiares do BES e o inesgotável tópico do carácter, ou falta de, do Professor Carrilho.
A banalidade pode ser uma bênção.

PP

9 thoughts on “Num país perto de si

  1. joshua diz:

    A banalidade nacional sempre nos foi um escudo e uma bênção, mas também fonte de todos os impasses para o mal e para o bem.

  2. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Pedro, só há uma e uma só solução: reocupar manu militari Olivença e seu termo, reparando assim a injustiça histórica do incumprimento da acta final do Congresso de Viena…
    Em resposta, a Divisão Brunete ocupava esta “choldra” em poucas horas, o castelhanismo franquista exultava, os catalães e os bascos amochavam, D. Juan Carlos instalava a capital da Ibéria rediviva no Estoril (cumprindo o sonho do Cardeal Granvelle, chanceler de Filipe I), Iñaki Urdangarín tornar-se-ia o n.º 2 e sucessor do Sr. Jorge Nuno no FCP e D.ª Letitia Ortíz seria Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (apoiando o nosso “menino-guerreiro” Dr. Santana Lopes)…

  3. João. diz:

    Pois, não sei. Eu leio sobre um governo e um presidente e uma maioria que aceita passivamente que interesses internacionais pressionem o Tribunal Constitucional, leio sobre pressões a chantagens por esse mesmo governo assim como leio quem critique esta permissividade, ou seja, eu também leio sobre questões de soberania em Portugal.

    Não sei onde foi buscar essa ideia de que Portugal neste momento se satisfaz com banalidades.

    Talvez à mesma cabeça que diz que a diminuição de horários na função pública é amiga da família, quer dizer, de quem pensa convictamente que os portugueses são essencialmente imbecís.

  4. fernando antolin diz:

    Náááá, estamos 528 anos atrasados…

    E já dizia Antonio Machado, una de las dos Españas
    ha de helarte el corazón …

  5. Pedro g diz:

    Pois é precisamente essa banalidade que me faz ler cada dia o El Pais.

    É degradante a falta de sangue na guelra que se sente em todas as questões nacionais portuguesas.

    Prefiro que se sintam as diferenças na sociedade do que viver um constante empastelamento da realidade.

    Visca Catalunya Lliure!

  6. caramelo diz:

    Graças a Deus, ao nosso, mais maneirinho e discreto do que o exuberante espanhol. Não tinhamos aprendido já com esse sátiro melancólico do O’Neill? Já dizia um seu contemporâneo, com mais juízo, que estamos a salvo das turbulências do mundo. O que não quer dizer que não temos as nossas polémicas. Se um tipo manda uma pedra à armadura de um policia, ou um velho politico insulta um outro, temos para o resto do ano um sermão com missa cantada sobre a educação dos jovens e dos nossos poliiticos. Temos agora falta de bichos carpinteiros, ou quê?

  7. andei pela Catalunha e li os números de “la Vanguardia” da última semana e não se falou muito do referendo nem da Monarquia. A lesão do Messi é a grande preocupação dos catalães.

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