César das Neves, o Verdadeiro

JCN disse alto o que muita direita tradicional pensa, incluindo a que na TV se porta admiravelmente.  O Portugal da arte xávega, dos ordenados baixos, das contas certas. Houve uma crise, o número de multimilionários aumentou, a clique empresarial do Estado ( das grandes sociedades de advogados aos gestores  do Bloco Central) navega à bolina? No problema. Os de baixo aguentam.

Esta é a direita tradicional,  temente  a Deus ( Opus ou não),  que se deita às dez da noite ( quando não está na TV), que vê conspirações dos sionistas nas denúncias de pedofilia e prefere  fechar lojas de cogumelos a enfrentar um país entregue ao narcotráfico.  A outra é a arraçada, com complexos de esquerda. Conheço a cantiga, ouço-a há muito.

FNV

29 thoughts on “César das Neves, o Verdadeiro

  1. henrique pereira dos santos diz:

    Filipe, é capaz de melhor que isto.
    César das Neves, no seu estilo provocatório, disse uma coisa que vale a pena discutir seriamente: aumentar o ordenado mínimo quando o desemprego não qualificado subiu vertiginosamente (muito mais que o outro nestes dois anos, o que se compreende facilmente pela falência do sector da construção e correspondente cascata de falências em sectores como a restauração e o comércio de proximidade) tem um efeito perverso no emprego.
    E fez também, como tem sido constante no caso dele, uma crítica cerrada aos interesses instalados à volta do Estado (e fala sempre na banca a este propósito, criticando o facto de ainda não ter ajustado o que deveria) que impede que nos concentremos nos verdadeiros pobres (como ele lhe chama e não vou discutir o conceito) e mantenhamos situações de defesa desses interesses que usam os pobres para os manter (o que suponho que não anda muito longe do que o que o Filipe tem aqui dito muitas vezes). Ou seja, o contrário do que o Filipe diz no seu segundo parágrafo que corresponde ao posicionamento de pessoas como César das Neves.
    Pretender criticar César das Neves pelo que diz, acho muito bem.
    Pretender fazer uma amálgama que liga o que diz com o que o Filipe acha que a direita tradicional diz (e que César das Neves explicitamente critica nessa entrevista) não me parece coisa que esteja ao seu nível habitual.
    henrique pereira dos santos

    • fnvv diz:

      Quando não está de acordo comigo é porque eu “não estou ao meu nível “( já não é a primeira nem a segunda ).
      É divertido, para ser suave.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Tome isso como um cumprimento, por favor, pese embora a minha falta de modéstia inerente a este pedido.
        Mas não é verdade.
        Admito que quando faço a crítica de que não está ao seu nível seja sempre discordando do Filipe.
        Embora, neste caso, o que me faz dizer que não está ao seu nível é ignorar que a entrevista, no seu todo, é uma crítica aos interesses corporativos que bloqueiam a mudança, que o Filipe aqui também critica, e, pelo contrário, pretender ligar César das Neves ao oposto do que ele defendeu na entrevista.
        Mas há muitas mais vezes que discordo de si sem fazer o menor comentário.
        É natural que isso passe despercebido.
        PS Não vale a pena ser suave comigo, estou habituado a ouvir de tudo e o seu contrário

      • fnvv diz:

        fico aliviado porque discordo de si muitas vezes estando o Henrique ao seu melhor nível e o contrário relembra sempre a macabra formulação que I.Berlin alvejou e bem : também concordarias ( serias) se fosses ( estivesses) diferente do que és.
        regressarei ao tema, evitando ( não fugindo, porque é uma ciência social) a economia porque não conheço, mas há algo que me impressiona em JCN, sendo ele um católico: a factura real é sempre paga pelos de baixo.
        O Papa Francisco não é dessa opinião.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Ora agora poderemos reposicionar a discussão num nível mais interessante.
        O que César das Neves diz, estando certo ou errado, não é que a factura deve ser paga pelos debaixo.
        Pelo contrário.
        O que diz são duas coisas complementares:
        1) há um conjunto de interesses que beneficiam do Estado e que têm força suficiente para até hoje bloquear a reforma a sério (nisto costuma incluir a banca, os das obras públicas, os tais advogados e etc., sendo até dos pontos em que nem sempre estou de acordo com o César das Neves porque acho que chega a ser populista nesta crítica feroz e cerrada, muito semelhante aliás à do Filipe);
        2) a defesa de situações mais favoráveis aos que estão no centro do sistema (em termos latos, nenhum sentido pejorativo), que inclui os que têm emprego, muitas vezes em nome da justiça social mas à custa das regras da economia (como na questão do ordenado mínimo e das pensões) tem um efeito perverso nos que estão nas margens (neste caso o exemplo é o dos desempregados com menos qualificações, que podem ter mais dificuldade em arranjar trabalho se o trabalho for mais caro). Ou seja, que parte dos problemas dos mais pobres advém exactamente dos de cima não só não pagarem o suficiente como parasitarem o sistema de protecção social desenhado para apoiar os mais pobres, em seu benefício.
        Não tenho a menor dúvida de que estando certo ou errado (e eu não sei o suficiente de economia para ter opinião definitiva sobre isso), a principal preocupação, genuína, de César das Neves é com os de baixo.
        Ninguém tira um curso de economia, (sendo um indivíduo reconhecidamente inteligente e trabalhador, portanto capaz de ganhar muito dinheiro enveredando pela gestão financeira ou coisa do género) e opta por fazer um doutoramento sobre a pobreza se não se interessar genuinamente pelos pobres, diria eu.

      • fnvv diz:

        O seu ponto 2 é marxista ( profético): como sabe que joldas de descamisados, sem emprego uns, sem emprego certo outros, beneficiarão do estado social capturado pelas corporações, Henrique?

      • henrique pereira dos santos diz:

        Não sei.
        Estava a descrever o ponto de vista do César das Neves (tal como o entendi, posso estar errado na interpretação).
        Uma coisa seja certa: sendo incerto que desviar os recursos do apoio social do sítio onde estão hoje não garanta que vão para onde fazem falta, é certo que não os desviando, não chegam de certeza aos descamisados.

      • fnvv diz:

        e depois há uma razão política. A crise fez voltar a dar atenção à esquerda marxista ( simplificando), que, como se sabe, é imbatível na criação de riqueza e bem estar.
        Ora, estas boutades são mel na sopa para eles.

      • caramelo diz:

        O Henrique diz o mesmo que o JCN, mas em versão descafeinada. Em primeiro lugar, o Estado Social não se fez para os descamisados. É que é preciso aqui perceber que o estado social não é feito ás custas das regras da economia, como diz o Henrique; pelo contrário, é, e tem sido, um motor da economia, se se entender que a economia não é só acumulação de riqueza ou subida do PIB, mas uma disciplina que promove o bem estar geral e equilíbrio de uma sociedade e, por via disso, o crescimento científico, tecnológico e cultural. Mas haveria outra dificuldade: é encontrar um sistema que diferencie entre os descamisados, o lumpen, e os que “estão acima” ou “no centro”. Os marxistas conseguiam-no no século XIX, os maoistas tinham até um sistema complexo, que puseram em prática, para diferenciar a população por camadas (tenho uns livrinhos vermelhos muito interessantes, a propósito) e a direita também sempre o conseguiu, tanto que criou um sistema de assistência aos pobres muito catita. Quer dizer, assistia-os na tarefa de serem pobres. Segundo percebo, o método proposto é a medição da escolaridade, ou “qualificação” (nada de novo, o velho Mao Zedong já o conhecia). Ora, atenção que uma família de classe média, as do centro parasita, muito facilmente desliza também nesse parâmetro.

    • Miguel diz:

      caramelo, pois é, o amigo Henrique anda cheio de vontade de refutar os trabalhos mais recentes sobre a história da relação do capitalismo e do Estado Social com as desigualdades sociais. Aqui vai uma sugestão para o Henrique refutar. É um livrinho de um economista que, Deus nos valha, não usa boné nem lenço vermelho (simplificando, não faz parte da esquerda marxista) . O título da obra é “Le Capital au 21ème siècle” e o início do livro está disponível neste link e tudo. (perdão aos leitores que já tinham tomado nota desta minha sugestão noutra ocasião)

      http://piketty.pse.ens.fr/fr/capital21c

  2. Hás-de dizer-me (devagarinho e com jeito) como é a “direita” que idealizas, Filipe.
    De notar que em muitos assuntos eu identifico-me com o economista, e quando posso deito-me cedo que me rebento todo durante o dia.

    Abraço!

    • fnvv diz:

      hei-se, hei-de ( já esbocei, pela negativa)
      Olha: à laia de provocação, algures no eixo Sá Carneiro-Rui Rio.
      abraço tipo Rui Patrício…

      • Miguel diz:

        Esquerdista!…

      • fnvv diz:

        Capitalista.E liberal. O capitalismo, a inovação, a liberdade. Fez-se melhorando as condições das pessoas (por isso Marx explodiu na Rússia campesina e feudal)

      • Miguel diz:

        Ná, o Marx explodiu porque não previu o brutal aumento da produtividade e o crescimento económico resultante (assumia implicitamente um crescimento essencialmente nulo, tal como fizeram os outros gigantes da sua época). Mas, repara, voltámos desde há quatro décadas a níveis de crescimento económico baixo (< 2% em média) e de desigualdade económica altíssimos (a taxa de rendimento ao ano das grandes fortunas é de 7-8% a cima da inflação, isto é muito acima da taxa de crescimento da economia). Como no sec XIX. Tremei!, portanto.

      • fnvv diz:

        Eh eh eh ….temos pena, mas é um facto. O proletariado alemão e francês não quis nada com Marx. O Gramsci explica isso aplicando ao norte de Itália,

      • Miguel diz:

        fnv, temo que me tenhas entendido mal. O falhanço de Marx a que me refiro é a sua previsão do carácter auto-destrutivo do capitalismo, não das experiências soviéticas e outras do mesmo tipo (que não foram planeados por Marx, mas isso também é picuíce que aqui pouco interessa). Mesmo assim, poder-se-á dizer que não foram apenas os ganhos em produtividade devidos ao avanço tecnológico e o crescimento económico resultante que suportaram e estabilizaram o capitalismo. As duas grandes guerras e as políticas públicas nos EUA e na Europa no pós-guerra (nomeadamente em termos de taxação, mas não só) também ajudaram na medida em que diminuiram o fosso das desigualdades patrimoniais (destruídos pela guerra, e redistribuídos via fiscalidade no pós-guerra; e a reconstrução também estimulou e não foi pouco as economias). Só que hoje estamos a regressar aos mesmos valores de antes da primeira grande guerra. Existem vários tipos de solução possíveis; a desregulamentação da finança e transferência da riqueza dos pobres para os ricos devido a sistemas de taxação não progressivos quando não regressivos não é uma delas.

      • fnvv diz:

        “O falhanço de Marx a que me refiro é a sua previsão do carácter auto-destrutivo do capitalismo, não das experiências soviéticas”
        Meu caro: a revolução russa é a primeira aplicação do marxismo-leninismo ( a Comuna de Paris não conta). Agora esta, e outras, são “experiências”, é?
        Humm,vamos aguardar mil anos então, pois suponho que Angola, Mao, Hi Chi Min, Cuba e outras também foram apenas “experiências”.

      • Miguel diz:

        fnv, a tua obsessão com os regimes comunistas torna-te surdo para qualquer argumentação racional. Calma, homem, não estás a falar com um marxista!😉

      • fnvv diz:

        Olhe meu caro, quem começou por falar em “experiências soviéticas” foi você, eu referi um velho problema da historiografia do marxismo ( a sua não aplicabilidade revolucionária no Ocidente)e depois respondi-lhe às “experiências soviéticas”.
        Assim sendo,com esse tipo de argumentação manhosa, passa a falar sozinho.
        Boa continuação.

      • Miguel diz:

        Sinceramente, fnv, eu não falei em experiências soviéticas em lado nenhum. Não sei onde leste isso. Não é grave, deixa estar, mas não percebo.

      • fnvv diz:

        “fnv, temo que me tenhas entendido mal. O falhanço de Marx a que me refiro é a sua previsão do carácter auto-destrutivo do capitalismo, não das experiências soviéticas e outras do mesmo tipo ”

        Novembro 19, 2013 às 6:53 pm (

      • Miguel diz:

        “por isso Marx explodiu na Rússia campesina e feudal”

        Em resposta a isto que tu escreveste. Vê lá se percebes o que eu tentei dizer (e talvez tenha expressado mal): o falhanço de Marx *enquanto economista* porque ele não participou em revoluções foi a incapacidade de perceber que o crescimento económico podia evitar que o capitalismo se auto-destruisse por causa da acumulação progressiva do capital com a resultante diminuição da taxa de retorno dos investimentos. Até que não houvesse mais procura e não houvese mais lucro. Falhou. Enganou-se. O aumento da produtividade permitiu crescimento económico (que Marx assumiu tácitamente ser nulo), logo foi o crescimento da economia compensar a acumulação da riqueza em poucas mãos e dar origem a uma sociedade mais próspera. Não me referi a processo revolucionário algum. E a seguir falei da evolução das desigualdades económicas e de como as políticas no pós-guerra na Europa e nos EUA conseguiram regular o capitalismo de forma a extrair excelentes resultados pelo menos até aos anos 70 do século passado. MAs que o processo de desregulamentação e consequente disparo das desigualdades está a levar-nos de volta actualmente às antigas tensões — taxa de retorno do capital muito superior ao crescimento económico. É preciso encontrar novos mecanismos para controlar esse efeito destabilizador se queremos evitar situações muito complicadas (de que a recente crise financeira é apenas um percursor). Todo este comentário tem como implícito um sistema de tipo capitalista, capice? Mas sinceramente, melhor do que ler isto que estou a escrever, lê o livro do Piketty que eu aqui deixei. Faz uma compilação de dados empíricos da macroeconomia ocidental dos últimos dois séculos. Creio que neste aspecto é único. E discute todos estes problemas. Estou a aprender muito com ele.

  3. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, fui aluno de mestrado do Prof. João César das Neves (JCN), pelo que alinhavo apenas alguns factos:
    a) JCN frequentou Teologia antes de se licenciar em Economia na Univ. Católica de Lisboa (UCP);
    b) JCN fez mestrado e doutoramento sobre “Economia da pobreza”;
    d) JCN foi assistente de Cavaco Silva (CS) na licenciatura de Economia e na disciplina de Finanças Públicas, na mesma UCP;
    c) JCN foi assessor de CS quando ele foi PM;
    e) JCN não pertence ao Núcleo de Estudos de Conjuntura Económica (NECE) da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais (FCEE) da mesma UCP (são os únicos economistas que têm acertado nos últimos tempos em matéria de macroeconomia lusitana);
    f) JCN dá aulas muito interessantes usando a sobresimplificação, e até a caricatura, como instrumentos pedagógicos;
    g) JCN escreve livros como expõe a matéria da sua especialidade;
    h) JCN só muito recentemente escreveu um manual de Introdução à Economia digno desse nome, disciplina que rege há bastante tempo nas licenciaturas de Economia e de Gestão da UCP.
    Em minha opinião, é pena JCN estar enganado:
    a) Os “verdadeiros pobres” de JCN que não têm habilitações académicas nem qualificações profissionais (que são, como diria Victor Hugo, “os miseráveis”) não têm, em regra, nem trabalho nem emprego;
    b) Os “verdadeiros pobres” de JCN sobrevivem na marginalidade graças a biscates, a trabalho clandestino, a (algumas) prestações sociais ou, no limite, dedicando-se a actividades ilegais;
    c) Os outros pobres (a maioria deles, que paga impostos) ou, o que é o mesmo, os “empobrecidos do regime” que são/eram/foram da “classe média”, para cujo trabalho o salário mínimo foi estabelecido, dedicam-se a “empreender” emigrando…

  4. João. diz:

    Parece-me evidente que o salário é um entrave ao emprego.

  5. caramelo diz:

    Diz então o turbo-beato, martelo de Deus, que andam por aí falsos pobres. Parece que há pessoas que estão a usurpar o titulo de pobres aos verdadeiros pobres, provocando um desarranjo sociológico. Toda a gente sabe que os verdadeiros pobres são uma gente ancestralmente calada, analfabeta e com problemas de dentição, capaz de traçar uma genealogia de má nutrição até à décima geração, pelo menos. Aparecem agora aí uns auto-designados pobres, que estão para os velhos pobres como os novos ricos estão para os velhos ricos. E os filhos tornar-se-ão arrogantes e pretenderão ser tão destituídos como os filhos dos verdadeiros pobres. Não enganam os especialistas, porque atingiram um grau de escolarização, de articulação de pensamento e de exigências que os atiram para outro patamar. Tendo voz e fazendo exigências e permanentes no cabeleireiro, tornaram-se uma corporação de interesses. Falta a estes novos pobres a patine que são séculos de verdete colado à pele. Assim como os velhos ricos não admitem os novos ricos dos seus clubes, os velhos pobres deviam impedir os novos pobres de aceder aos seus salões do banco alimentar e da Cáritas. Estes que agora querem aparecer, se se mantiverem calados, ganharem um ar abrutalhado e aparência de cortarem as madeixas com gilete romba, talvez daqui a cinco gerações possam frequentar os mesmos meios com a devida respeitabilidade.
    Mas, como se diz nas melhores famílias, há coisas que são como são e de que não se deve falar. O JCN é aquele primo maluco que se senta à mesa e belisca o rabo da criadagem. Agora, fora um ou outro fascista perplexo e divertido, a direita é toda sá carneirista, filiou-se toda retroativamente na ala liberal e saiu toda retroativamente da assembleia nacional em ruptura com o Estado Novo. A mesma direita que traça a genealogia da esquerda até aos carrascos da revolução francesa, aparece fresca e mimosa como uma roseira nova.
    Sobre isso do salário mínimo, o próprio governo começa a perceber que o estado só atrapalha os verdadeiros pobres. Resolvam lá isso do salário mínimo entre patrões e empregados, em concertação social. Tratando-se de impor despesas, nem vejo razão para que essa lógica não seja aplicada a outros encargos, como tudo o que tenha a ver com a regulamentação do trabalho, como a higiene e segurança. E não tarda, estarão os patrões a dizer que se continuarem a descontar para a assistência aos mais pobres, não podem dar-lhes trabalho. Não por acaso, é ainda elogiada a velha CUF, um dos pilares do corporativismo aceitável, por os seus empregados nem sequer precisarem de favores do estado: o patrão fazia as creches e ajudava na educação dos filhos dos empregados. Enchia-lhes os pulmões de amónia, mas dava-lhes um teto e cadernos e lápis.

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