Comédia

Este Vítor Malheiros é o mesmo que há um ano assegurava  que Cavaco não aparecia em público porque estava a demenciar  e isso andava a ser escondido.  Nunca mais pegou no diganóstico nem pediu desculpa pela negligência médica soviet style.  Agora exibe  a lógica dos afinadores de bidés: se um projecto é criticado é porque é necessário. Sem dúvida, mal posso esperar pelo projecto de um Partido Salazarista-Renovado Português ou pela Frente Popular para a Defesa do Jaquinzinho.

Acho muito bem que se crie mais um partido à esquerda,  pois é público que o ego desta gente não cabe em dois ( ou três, se contarmos  o Garcia Pereira Unipessoal LDA).

FNV

6 thoughts on “Comédia

  1. XisPto diz:

    Três? Tem o inventário incompleto, e não esquecer Os Verdes, que além de representar eleitoralmente os nudistas da Caparica preserva e memória da boa democracia à la RDA.

  2. Daniel diz:

    Eu pessoalmente não percebo porque é que há tantas críticas, da direita à esquerda, de frente para trás e de cima para baixo sobre um novo partido político. Não é isto uma democracia? Não terão as pessoas o direito de criar e deixar de criar partidos? Ou isso pode mexer com um status quo estabelecido incomodando muita gente? Deixe-se o partido ser criado e que este avalie o seu projecto em eleições. Se pode ser uma palhaçada? Ou uma vergonha? Já temos tantas nos partidos existentes que mais uma não faz mal a ninguém. Se for preciso criam-se os partidos que forem necessários. Serão julgados nas urnas e os que tiverem que perecer, paciência…

    Foi, por exemplo, recentemente criado o partido MAS (antigos ruptura/FER), mas esses como não têm coluna num jornal e ninguém os leva a sério, passaram totalmente ao lado. Julgo que as reacções dispares a estes dois casos mostra a qualidade (ou falta dela) da democracia que por cá se pratica…

    • fnvv diz:

      Essa de que a crítica impede alguém de existir é bastante Estado Novo. E deliciosa.

      • Daniel diz:

        Estará porventura o Filipe a chamar-me de fascista? Ora, essa é que é deliciosa!

        Logicamente a crítica não impede ninguém de existir e o homem, até mesmo já depois de apedrejado, ainda pode levar o papel das assinaturas e constituir o seu partido. É livre disso. Mas eu estou aqui a assumir que o objectivo de grande parte do chorrilho de críticas, mesmo ataques ad hominem como já li há pouco no DN, seja o de tentar impedir, indirectamente, a constituição de tal partido (afinal se não funcionasse nem valia a pena gastar tinta, não é?).

        O meu foco está antes no facto de, ao invés do abraçar o combate politico, se esteja já a tentar incapacitar o adversário de modo a evitar a necessidade de tal embate. Algo que é bastante Soviético.

      • fnvv diz:

        nice try, mas o mal está feito: “Eu pessoalmente não percebo porque é que há tantas críticas”
        É crítica, não é apedrejamento, não falei na profissão da mãe de ninguém, não prometi ir cuspir nos túmulos.
        Crítica, my man.

  3. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, o actual Novo Estado Novo anima-nos no seu canto (esganiçado) do cisne com mais um brinde de enoooorme importância: a constituição de um partido (o segundo, segundo creio) com dissidentes do inefável “Berloque de Esquerda”, cuja principal aspiração é o aprofundamento do diálogo no seio da dita, isto é, a coligação pré/pós-eleitoral com o PS.
    Se é para isto que o Rui Tavares quer criar o LIVRE, então Deus nos livre… Livra!!!

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