Pacheco Pereira, agora mesmo:

“Mário Soares diz muita asneira. Mas Mário Soares está do lado certo, e o primeiro-ministro não está”.

Tão básico.

Luis M. Jorge

12 thoughts on “Pacheco Pereira, agora mesmo:

  1. henedina diz:

    Tb estou a ver.
    Como sou mulher sou multi-tarefas (frase nojenta de diferença de género).

  2. Miguel diz:

    Pois é, e um relatórtio do economista-chefe da Comissão Europeia vem confirmar, como se ainda fosse preciso que os efeitos da austeridade foram extremamente negativos. Por exemplo, entre 2011 e 2013 estima-se que nesse período teve um efeito negativo no crescimento do PIB: -4,8% para a França; -4,9%^em Itália; -5,4% em Espanha e -6,9% em Portugal. Entretanto, os desafogados divertem-se com o “diz que disse” do Soares e o governo quer ir para além da Troika.

    http://ec.europa.eu/economy_finance/publications/economic_paper/2013/ecp506_en.htm

  3. essa moral tem crivo fininho e dá para muita coisa. já se cortaram cabeças por muito menos. espanta é que um historiador caia tão ingenuamente na falácia do lado certo/errado das coisas. quanto ao soares… enfim, estendo-lhe um véu de piedade em cima. o grau de exposição nestas condições deve sugerir-nos compaixão. sigamos em frente.

  4. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Luís, apenas adjunto: «o óbvio é invisível»…

  5. Miguel Direito diz:

    Lembro-me de o ilustre arquitecto nazi Albert Speer dizer que Hitler teria feito muitas asneiras (algumas metiam fornos e gazes…), mas que com estava do lado certo tudo se desculpava. Ora, é exactamente para não sermos vitimas de quem possa decidir arbitrariamente quem está do lado certo e quem está do lado errado que temos que zelar pelo cumprimento das regras formais da democracia representativa e pelo Estado de Direito. Pacheco Pereira, Soares e demais amigos de luta parecem esquecer estas regras primárias de democracia. ESTAS SÃO AS SEMENTES DO DESPOTISMO (mais ou menos iluminado…)

    • Ah, o argumento Hitler. Que refrescante.

      • Miguel Direito diz:

        Pol Pot, Estaline, Lenine, Salazar, Videla, Pinhocet, Mao…escolha! Os milhões de vitimas destes sujeitos, cujos acólitos e capatazes naturalmente consideraram sempre estar do lado certo da história, é que não puderam escolher.

      • Soares e Estaline, a mesma luta. Estão a ficar cada vez mais criteriosos os nossos comentadores.

      • Daniel diz:

        É a lei de Godwin, Luís.

      • Obrigado, tinha esquecido o nome.

      • João. diz:

        “Pol Pot, Estaline, Lenine, Salazar, Videla, Pinhocet, Mao…escolha!”

        Há mais:

        “The United States dropped more bombs in Korea (635,000 tons, as well as 32,557 tons of napalm) than in the entire Pacific theater during World War II. Our logic seemed to be, he says, that “they are savages, so that gives us the right to shower napalm on innocents.”

        http://www.nytimes.com/2010/07/22/books/22book.html?_r=0

        According to the euphemistically named “Hunger Plan”, developed by German minister Herbert Backe, the conquest of Russia would render Germany self-sufficient. The Germans would starve millions of Russians to death and turn large parts of the country into a giant farm. Backe’s plan was partly successful, in that millions of Russians starved. However, as the battle dragged on, the German soldiers could barely feed themselves, let alone send enough home to feed Germany. Hitler was faced with a food crisis, and it was partly as a solution to this strategic problem that he decided to exterminate the Jews. “The Holocaust,” Collingham writes, “was not just the product of an irrational ideology but the conclusion of a series of crises in the German conduct of the war.”

        Ostensibly, this brutality and disregard for human life were just what the allies were fighting against. However, for Britain as well as Germany, civilians and combatants alike were targets. The British were no laggards when it came to starving enemy-occupied or colonial populations. In 1941, Greece was starving. Families left their children’s corpses in the streets in order to continue using their ration cards. But for nine months, Churchill refused to end his blockade preventing food from reaching Greece. When British-governed India was struck by famine after losing access to rice in Burma, Churchill dismissed the Indians as “the beastliest population in the world next to the Germans”. Claiming that they had brought the situation on themselves by breeding like rabbits, he refused to help. Three million people died.

        http://www.theguardian.com/books/2011/feb/05/war-food-lizzie-cunningham-review

    • caramelo diz:

      Estes relativistas pós-modernos estão por todo o lado, uma praga. Quer dizer, a melhor maneira de um tipo não ser comparado com o Estaline e o Hitler e o Charles Manson é evitar dizer “isto é que é certo” ou “o lado certo”, mas sim, “isto é mais ou menos certo, um bocadinho, vá, mas também pode ser errado, depende.”. Não tarda está a dizer que o Passos, cada vez que diz “este é o caminho certo” e diz de quarto em quarto de hora, vai logo de seguida empalar dois ou três cidadãos. Espera aí…

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