Exemplos.

Em comentário ao post anterior podemos encontrar esta pérola do ressentimento:

Quando tirarem mais 8 mil milhões…que é a única certeza nos próximos dois anos… falamos…
É como nos putos…habituados a xbox ficam só com a tv berram, ou os fieis amigos com espagueti em vez de suculento osso…

Da direita que hoje em dia apoia o Governo só nos chega disto: “eles vão pagar”, “agora guinchem”, “estavam habituados à boa vida, mas acabou-se”. A verborreia é escrita com uma satisfação animal, uma espécie de asco por qualquer instinto de protecção, de empatia, de sentimento comunitário. Imagino esta gente a escrever em garagens ou sótãos imundos, em ruas feias de um daqueles subúrbios em que o lixo se acumula como um presságio. Sim, “eles”, nós, “vamos ver”.

Luis M. Jorge

One thought on “Exemplos.

  1. Lucklucky diz:

    É uma boa pérola…que ainda dá esperança na Civilização Ocidental

    Primeiro a falta de qualquer qualquer instinto de protecção, de empatia, de sentimento comunitário é de quem quer(quiz) tudo hoje(ontem), lixando-se para o futuro dos outros.

    Mas disseram-no com palavras bonitas.
    Logo numa sociedade cultura-emotiva – onde a extrema empatia, extremo desejo de agradar, extremo desejo de ser amado afoga os factos, números e afasta o contacto com a realidade não era de esperar outra coisa que os que procuram alimentar a cultura-emotiva sejam adorados mesmo que a levem à ruína.

    Segundo é o prémio – não têm todos a boca cheia com Justiça? – para a inconsciência, incompetência dessa cultura.

    A propósito não apoio o governo socialista do PSD+CDS. A única coisa que fez foi tentar cortar no socialismo baseado no crédito, e apenas por pressão externa.
    Para isso reforçou-o aumentando os impostos.
    Ou seja tornou-o parte da realidade.
    Não o socialismo da dívida que ninguém pagava e que por isso na pratica não existia.
    Nem me vou debruçar sobre regras, regrinhas, “privatizações”, favorecimento de monopólios empresariais e sindicais que saem daquelas cabeças.

    A citação demonstra exigência, demonstra justiça e demonstra saber fazer contas e o protesto contra a mentira da cultura-emotiva.

    A cultura-emotiva não é mais que a recusa do berço da cultura ocidental: os Gregos, que incluí o saber dos números assim como a lógica, filosofia. Muitos saberes. Mas hoje a Cultura passa por Livros e Música não Números e Lógica.
    O Dr Soares passa por culto fazendo gala em não saber nada de contas e quem vai à TV pede desculpa por trazer números para apresentar…

    A sociedade que só escolhe a palavra só tem uma dimensão. E claro vai atrás de quem tem só esse dom.
    Não são os pobres os maiores proponentes,é uma burguesia que quando se chegou ao estado se tornou na aristocracia. Tudo com “boas intenções”.

    Em outro país a seguir o nosso caminho. Só o seu tamanho e ainda diversidade – traz a redundância – os pode salvar:

    Palavras são redondas e os números quadrados:

    Few people in government, and even fewer in politics, know how things work in the real world. And when you don’t know how to make things work, all the good intentions and soaring promises are but a prelude to bitterness, disappointment and even-deeper cynicism among voters.

    Read more at http://observer.com/2013/11/editorial-big-intentions-arent-enough/#ixzz2lioUt3aT

    All appearances to the contrary, the managers involved in this debacle aren’t dumb. But they come from a background — law and politics — where arguments often take the place of reality, and plausibility can be as good as, or better than, truth.
    What engineers know that lawyers and politicians often don’t is that in the world of things, as opposed to people, there’s no escaping the sharp teeth of reality. But in law, and especially politics, inconvenient facts are merely inconvenient, something to be rationalized away.

    http://www.usatoday.com/story/opinion/2013/11/24/obamacare-website-obama-health-care-law-column/3691463/

    Portugal tem e quer manter a monocultura da palavra. Assim a redundância não é permitida existir.
    E o destino será a repetição.

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