Boas notícias, mas

Adiar o garrote. Helena Garrido lá teve de reconhecer  que talvez , enfim, até terá  sido uma coisa boazita.

O que a Garrido devia era  ter  recordado que  em 2014/2015 soprarão ventos eleitorais…

FNV

16 thoughts on “Boas notícias, mas

  1. vortex diz:

    com grande alegria do tózero.
    já se deitam foguetes na etar dos ratos

  2. Vitor Esteves diz:

    Que dirá J G Ferreira disto ??

  3. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, a ideia não era permutar dívida no montante de 13,5 mil milhões de euros? Então só conseguiram trocar menos de metade (6,6 mil milhões dos ditos)!?
    Deve ser por causa da disponibilidade limitada do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, a tal instituição monopolista parabancária do nosso Estadão que o Vítor Raspar autorizara (na véspera da sua demissão, essa sim irrevogável) a comprar dívida pública “tuga” até 90% (sim, noventa por cento) do montante total dos fundos de reserva que gere…

    • henrique pereira dos santos diz:

      Que grande disparate para aqui vai. Havia 27 mil milhões para pagar em 2014 e 2015, esta operação era voluntária e ninguém sabia o resultado (antes da operação dizia-se que dois a três mil milhões era um bom resultado). Naturalmente só pode acorrer esta operação quem é dono dos títulos de dívida concretos que podiam ser trocados, portanto isso não pode ter nenhuma relação com o fundo de estabilização financeira da segurança social. Que diabo, não é possível fazer discussões racionais sem aparecer logo um conjunto de teorias conspirativas sem a menor aderência à realidade?

      • fnvv diz:

        aliviar o garrote em tempo de eleições é teoria conspirativa?
        Pois sim.

      • henrique pereira dos santos diz:

        A teoria conspirativa era a outra, mas essa é igual. Que diabo, aliviar o garrote é o que quase toda a gente tem pedido (seja sob a forma d renegociação, seja sob a forma de mais défice). Pode ter a certeza que só adiaram três anos porque estavam convencidos de que não tinham margem para mais (o alívio do garrote que foi negociado com a troika foi muito mais para a frente). Pedir dinheiro para rolar dívida também é aliviar o garrote. Aliás, nem faz sentido falar de eleitoralismo neste caso porque este alívio não dá grande folga para eleitoralismos, apenas permite pedir menos dinheiro emprestado para rolar dívida.

      • fnvv diz:

        veremos…
        ou:
        http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/5571537.html
        ou seja, apresenta-se resultados ( terminar o programa de resgate) e os outros que vierem que se amanhem, não é?

      • henrique pereira dos santos diz:

        Filipe, essa é uma interpretação possível, mas se eu vejo uma raposa rondar o galinheiro, porque carga de água vou procurar outra explicação para o desaparecimento das galinhas? Qual é a questão? Não se pretende que se faça a gestão da dívida? Não havia um problema imediato de gestão dos picos de pagamentos decorrentes das maturidades destes empréstimos? Os que vierem (e os que vierem depois dos que vierem) não terão sempre que se amanhar? Trata-se uma operação de gestão que qualquer governo faria nestas circunstâncias e que correu bem, é tudo, nem tem especial mérito. O único mérito que é hoje se consegue fazer operações destas (e, já agora, se a incerteza em relação às decisões do constitucional fosse menor, provavelmente o êxito seria maior). Esse mérito é essencialmente da troica e, provavelmente, existiria com qualquer governo minimamente sensato (apenas estou a excluir primeiros-ministros que precisam que seja feito um golpe de estado pelo seu ministro das finanças para perceber que não há saída).

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Henrique, lamento que tenha qualificado o meu comentário como «um conjunto de teorias conspirativas sem a menor aderência à realidade».
        Como dizia um professor da minha Universidade, “a realidade é real”, pelo menos tão real como o despacho do ex-ministro Raspar que referi e com o facto, tão inescapável quanto as declarações públicas muito recentes do Governador do Bando de Portugal Carlos Costa acerca do excesso de exposição à dívida pública lusitana dos bancos com sede no nosso país: é só pedir à Dr.ª Maria Teixeira Alves o respectivo “clipping” do Diário Económico…
        Outro facto incontroverso é que o Ministério das Finanças fez saber, antes desta operação de “swap” de dívida (creio ser assim que se denomina), que se pretendia trocar metade do total a vencer em 2014 e 2015; ora metade de 27 mil milhões de euros é 13,5 mil milhões dos ditos, e não 6,6 mil milhões: o que há de conspiração nisto? É matemática, pura e simples, vinda daquele universo onde 2+2 são mesmo 4, e não 22…

  4. caramelo diz:

    “aliviar o garrote é o que quase toda a gente tem pedido”.
    Henrique, quase toda a gente tem pedido mais dinheiro na carteira, não operações financeiras. Mais tempo, cortes na divida, mas com reposição de rendimentos. Acho eu. Alguém aí que tenha contactos no povo, que pergunte.

    • henrique pereira dos santos diz:

      Sim, pedir sol na eira e chuva no nabal é um clássico que se compreende bem, dado que os nabiças se vão para a terra em pleno Verão. Agora se as nabiças estão à míngua e chove, parece-me um bocado ocioso protestar porque o milho da eira se molhou e um bocado idiota reclamar porque assim as nabiças ficaram molhadas.

      • caramelo diz:

        Henrique, obrigado pelo momento borda d’água, mas não estava a reclamar de nada. Foi apenas um comentário sobre aquilo que toda a gente tem pedido.

  5. Leitor diz:

    Pior é se confirma isto http://blogs.ft.com/brusselsblog/2013/11/decoding-michael-noonan-or-is-omt-only-for-italy/, ou seja, de acordo com a conversa do Ministro irlandês com o Presidente do BCE Draghi, o abençoado OMT, que tudo salvou na Zona Euro, pode ser só para crise sistémicas, logo Portugal is out (não somos sistémicos). O jornalista do FT deduz que Itália seria o alvo do OMT redentor.

    No pior dos casos, se o TC alemão, instituição do foro divino não passível de crítica, decidir contra o OMT, em Janeiro haverá novidades (aqui os atrasos nas decisões são mostras de sapiência e ponderação, já noutros países são obstáculos e ameaças à boa governação do país), este instrumento será uma pistola de água sem força, um “Deus Ex Machina” de um Eurípides (Draghi) sem força, perante o medo dos judiciosos Teutões em relação à moeda deixada à solta, qual Faust renascido http://www.businessweek.com/articles/2012-09-19/the-devil-and-jens-weidmann

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