Que privilégio.

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Assisti esta tarde ao ensaio geral do oratório de Natal de Bach pela orquestra da Gulbenkian na Igreja de São Roque, a mais bela de Lisboa. Se todos os ensaios gerais fossem assim não desejaria outra coisa. O prazer da orquestra e dos interpretes era palpável, sem sacrifício da correcção ou do understatement. Tilman Lichdi e Bernarda Fink comoveram-me. Três bebés loiros casquinavam na nave como anjinhos barrocos para alegria minha e exaspero dos filisteus. Bach teria gostado. E que alívio poder presenciar este espectáculo em atmosfera informal, sem o exórdio grosseiro das peruas ataviadas a grugulejar pelo Martim, a Constança  ou o Salvador.  Enfim um público sereno, atento, educado. Que privilégio.

Luis M. Jorge

18 thoughts on “Que privilégio.

  1. henedina diz:

    Calendários de padres, domingo na igreja…no post parecia o Pedro.
    O privilégio, a ponderação.
    É oficial, chegou a meia-idade.😉

  2. henrique pereira dos santos diz:

    Repito o que já disse noutro post, reformulando o Caetano Veloso: se em política fosse como é em estética, não estávamos feitos.

  3. Leitor diz:

    Não quero estragar o momento celestial, com coisas venais, mas, gostava de ler o que o Luís M. Jorge, como entendido na matéria (publicidade, marketing) tem a dizer sobre isto http://www.publico.pt/portugal/noticia/agostinho-branquinho-ganhou-concurso-para-o-programa-de-relvas-que-esta-a-ser-investigado-pelo-mp-1616252.

    Caso não possa responder, por impedimentos profissionais, fica o link para o serviço público que o José António Cerejo faz. Tenho pena que ele não se debruce sobre mais casos, mas o homem é só um e enfim o Público, como o dono já disse, não uma obra de caridade…

  4. Miguel diz:

    Uma pitada de Lord Spade, “Enfim um público sereno, atento, educado.”, brilhantemente resgatada por “Três bebés loiros casquinavam na nave como anjinhos barrocos para alegria minha e exaspero dos filisteus.”

    • Esse Lord Spade parece coisa da Marvel.

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Luís, creio quue a tradução correcta do personagem invocado pelo Miguel é «Professor John-Charles Sword», embora agora seja meio-polaco (para efeitos euro-docentes)…

      • Hahaha, só agora lá cheguei. Obrigado.

      • Miguel diz:

        Oh dear … those impecunious polish girls whom we did bless with the privilege of serving us our tea every afternoon.

      • And how hard it is to keep our virginity abroad.

      • manuel.m diz:

        I believe you mean chastity because virginity that should be long gone. (hopefully…)

      • Miguel diz:

        My dear fellow, I have no time to deal with trivia of such inconsequence. I spend all my waking hours in an endeavour devoted to the design of a grand new, ah I mean, novel research project on the study, the discovery and defense of Western civilization. ah, and of its roots, I mean the study of Western civilization, its heritage and its roots. You see, I have no time to waste in meaningless, incongruous medlings with alien bodies. I am all devoted to sinking tanks, notably of the american type which are, ah, the most advanced in all of the universe, excuse me, more than that, the most advanced in all Western civilization. .

  5. Miguel diz:

    Sorry, I don’t quite understand the mistake incurred by the videographer above regarding my name. My full name is John-Charles Spade, PhD, Director, Time Capsule Commandant, Lord.

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