Frases do ano (2).

Aumentar o salário mínimo é estragar a vida aos pobres.

César das Neves, economista cristão.

Lus M. Jorge

22 thoughts on “Frases do ano (2).

  1. xico diz:

    Não existe nenhuma categoria de economista cristão. O homem é economista. Se também é cristão não sei. O que sei é que não basta declará-lo.

  2. Miguel diz:

    E dar-lhes férias pagas e pensões de reforma, então ….

    • Férias? Pagas? Já estou com uma dor no peito.

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Luís, em bom rigor JLCN (João Luís César das Neves ou – como se dizia nos idos de 90 na UCP – o “abominável Sr. Neves”) não é o primeiro economista cristão luso, mas o segundo economista nacional-católico, porque o primeiro de todos foi mesmo António de Oliveira Salazar (jurista de formação, tal como esse outro grande ensinador de “economês” Jorge Braga de Macedo), o que faz afinal do não-panteísta-deixai-vir-a-mim-as-criancinhas Bagão Feliz o terceiro economista nacional-católico…

  3. Gustavo Santos diz:

    E, no entanto, é mesmo verdade… Ele há coisas do cacete…

    • Talvez tenha chegado a altura de você ler um livro. Um qualquer, para começar.

      • Gustavo Santos diz:

        Ao menos dê-me uma sugestão para um livro… mas tem de ser uma sugestão a sério pois de outra forma ignorá-la-ei.

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Luís, porque não sugerir as «Lições de Economia Política» de Francisco Pereira de Moura, seguidas das «Lições de Finanças Públicas» de José Joaquim Teixeira Ribeiro (ambas disponíveis a preços controlados nos bons alfarrabistas)?

      • Gustavo Santos diz:

        Obrigado pelas sugestões.
        Por acaso o livro seguido durante o meu MBA foi o “Princípios de economia política” de……… João César das Neves.
        No entanto vou consultar os livros que me menciona: estou certo que lá se dirá que quanto maior o salário mínimo menor o desemprego…

      • Ai, de certeza absoluta. Leia também umas coisitas de história, que lhe fazem bem.

      • João. diz:

        Ninguém defende um aumento desmesurado do ordenado mínimo, ningiém defende que ele aumente todos os meses – mas essa tese de que aumentar o ordenado mínimo é mau para os pobres significa que o das Neves é curto nas ideias.

        Quanto menor o salário maior o des-incentivo para trabalhar, maior o incentivo à informalidade, maior a atração para actividades ligadas ao crime, maior a emigração, maior o envelhecimento da população, menor a competitividade do país.

        Ninguém lhe ensinou isto no seu MBA? Talvez o problema seja andar a ler livros do idiota das Neves.

      • Não se mace. O último MBA que conheci costumava dizer que “havia algo de podre no reino da Noruega”.

      • caramelo diz:

        Gustavo, por um momento, em vez de pensar em “quanto maior”, como em “quanto maior o salário mínimo menor o desemprego”, pense em mínimos, um conceito tanto de racionalidade económica, como social. Um mínimo de rendimento, rende um mínmo de saúde, um mínimo de educação, um mínimo de igualdade, um mínimo de dignidade e até, para os que se perguntam o que têm a ver com essas merdas até aqui, um mínimo de paz social, de segurança e um mínimo de consumo, que muito poderá beneficiar os detentores de MBA, o Master of Boring Assholes. Tudo o que vier a mais, do estado e do mercado, é um acréscimo disto tudo. Todos ganham. O Neves é de outra escola da economia, criada ali entre o génesis e o deuterónimo. Por “prejudicar os pobres”, quer ele dizer qualquer coisa como “preservar os pobres”, como quem defende a preservação dos linces. Uma empresa a quem se permite que pague cem euros por mês ou que pague em géneros e um país sem regulação de espécie alguma, laboral ou outra, não só manteria uma reserva de pobres, como a aumentaria, porque a pobreza pega-se. Qual é a vantagem? Diminuaria o mercado interno, mas aumentaria o mercado externo, sobretudo a exportação de população para o céu, englobando o pobre e o rico que o criou e manteve assim, e de caminho cada um dos pobres levaria para os membros da corte do céu um saco com sapatos de felgueiras e licor beirão.

  4. Gustavo Santos diz:

    Mas que raio, esta bloggermania de responder a tudo com um link….
    Será pelo facto de eu nunca ter lido um livro na vida que acho que esta mania é uma falta de cuidado e de respeito?
    Não que eu o mereça, bem entendido…

    • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

      Caro Gustavo, mais três sugestões:
      A) «Manual de Finanças Públicas e Direito Financeiro», de António Sousa Franco;
      B) «Finanças Públicas», de Albano Santos;
      C) «Economia», de Paul Samuelson (Nobel de Ciências Económicas já falecido pouco em voga quando teólogos do desenho social e com o grosso calibre de João César das Neves e Vítor-O-Raspar ainda sonhavam ter fama).

  5. Miguel diz:

    aumentar o salário mínimo –> aumenta o consumo (mais cheta nos bolsos daqueles que não vão poupar) –> aumenta a carteira de encomendas das pequenas e médias empresas –> aumenta a capacidade destas de manter os seus empregados e contratar novos empregados. O problema das pmes é não haver suficiente procura. Não é preciso ser muito sofisticado para perceber isto.

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