Desde os quinze anos

Comecei a comprá-lo ao arrepio do komintern doméstico da altura. Achei que seria uma boa variação ao Avante!, Vida  Soviética, Diário e Diário de Lisboa. Passado pouco tempo os comissários  liam-no à vez  na minha sala de estudo ( cof cof…)  e de convívio ( muito).

Hoje tenho 48  e deixei de o comprar. Não tem notícias, mas tem colunistas de dois tipos: os que o usam para simples propaganda  ( Adão e Silva, Daniel Oliveira, Rui Ramos etc) e os desgraçados que pensam mal e escrevem  pior ( vários) . Cutileiro à parte, claro.

FNV

14 thoughts on “Desde os quinze anos

  1. henedina diz:

    Está “expressada” a sua opinião😉. Tb acho que está muito pior. Dantes não ler os jornais era um “acto grave”, hoje não ler os jornais pode ser um acto de inteligência.

    • fnvv diz:

      leio jornais. muitos.

      • henedina diz:

        As vezes, Filipe Nunes Vicente, tens uns tiques de menino bem que me irritam.
        Eu também leio muitos jornais mas compro poucos porque não tenho dinheiro para gastar em descartáveis. E, é isso mesmo, noticia descartavel e repetida até a exaustão tipo a LUSA disse e eu faço umas variações. Prefiro fazer mistura, jornais, revista, telejornal qdo dá, blogues, ou revisão dos assuntos dos jornais e depois ler cronicas. Costumo ler partes do expresso, menos partes do o publico (MEC, ultima pagina e pouco mais), i pouco, diario de notícias, jornal de letras e, até as vezes o jornal de notícias. Leio parte do diario do minho e do correio do minho. Por, vezes, leio a 1ª pagina do de coimbra e do de guimarães. Mas agora leio na net a maior parte das noticias.

  2. Nos meus 44 anos, comprei “a bíblia” uma meia dúzia de vezes… Já não a compro, seguramente, há uma década e meia…
    Não tenho pena nem me arrependo!
    AL

  3. XisPto diz:

    Bem vindo ao clube. Na altura também deixei de fumar. Dizem que são necessários 30 anos para rentabilizar probabilisticamente a 100% a decisão…

  4. Bone diz:

    Desde que comecei a ter lombalgias desisti dos desportos radicais.

    • fnvv diz:

      a sério: aquilo está ilegível.

      • Bone diz:

        Pois está, desta vez até concordo consigo. Lembro-me de alguém no Independente lhe chamar o nunca-acabado-de-ler-expresso e era verdade, era um mastodonte já nesse tempo mas tinha tanto que ler… agora é um peso morto, um desconsolo.

  5. Lucas Galuxo diz:

    Comecei aos dezasseis, por altura das presidenciais entre Freitas e Soares. E nunca mais parei de comprar o jornal. Vacilei quando o António Guerreiro deixou de lá escrever. Passou. Mas, reconheço, tem muito lixo. Por exemplo, aqueles Altos e Baixos encomendados a um tal Martim Silva acabam mais dia menos dia nalguma tese de mestrado em comunicação política e manipulação.

  6. Leitor diz:

    Os dedos de uma mão, provavelmente chegarão para contar, o número de vezes que comprei o “Espesso”. O único jornal português, que lia regularmente era o Público até o José Manuel Fernandes virar “neo-coneiro”, a partir daí só compras esporádicas, sobretudo quando há artigos de fundo do José António Cerejo. A Cristina Ferreira também escreve coisas interessantes como http://www.publico.pt/economia/noticia/a-historia-do-maior-conflito-na-cupula-do-capitalismo-portugues-do-pos25-de-abril-1616815.

  7. Já comprei com mais assiduidade. Comprava sempre para ler Luís Veríssimo, já não está. Com pena. Mas continuo a gostar de ler MST.

  8. caramelo diz:

    Fico um bocado confuso com isto tudo. Não me lembro de o Expresso ser melhor do que é hoje, pelo contrário. Nem com mais noticias, nem mais bem escrito, nem mais interessante. Lembro-me por exemplo do João Carreira Bom, de que gostava bastante, mas terei de rever as suas crónicas, em edições antigas que terei guardadas nalgum canto. Uma coisa é certa, para mim: a internet tornou mais visível que a nossa imprensa perde em tudo para uma parte da imprensa estrangeira, pelo menos aquela que eu leio, até na “propaganda”, coisa que o Filipe acha (e bem) que o Daniel Oliveira pratica.
    A Vida Soviética era bem gira, camarada. Aquelas mocetonas rurais coradinhas na capa, heim? Lia-os na Associação de Amizade Portugal União Soviética, ali na Rua Rosa Falcão, onde ia ter aulas de russo.

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