Monthly Archives: Dezembro 2013

Regresso antes dos Reis ou se o Benfica começar a jogar futebol

O FNV , correia de transmissão da propaganda governamental às  quintas e  perigoso relativista anti-proibicionista de charros e cambalhotas gays aos  domingos, retira-se por um par de semanas mal contadas.

Fiquem bem.

FNV

Toca às dez

Se em vez dos betos da turma  se queixarem de buli-não-sei-o-quê ao Cavaco, fossem buscar o discurso com que Soares recebeu Ceausescu em Lisboa,  fariam  bem melhor.

Já que a classe está no recreio, divirtam-se  todos.

FNV

Nacional Situacionista ( XIV)

A Sereníssima República inaugura uma reserva de bons selvagens.

Depois do espectáculo da crise, o espectáculo da solidariedade: os artistas têm de viver.

FNV

Pequenas ironias históricas.

O mais divertido contraste entre o percurso de Nelson Mandela e o de estadistas com a craveira de Aníbal Cavaco Silva é-nos revelado por este texto do nosso Presidente:

Nelson Mandela é um combatente indomável pela liberdade, que ao longo de décadas de cativeiro nunca perdeu a esperança de viver num país onde todos os seres humanos fossem iguais, em dignidade e direitos.
Mandela é também um modelo de estadista, que se destacou (…) pela integridade de carácter e pelo desapego ao poder. Sobretudo, pelo seu desapego ao poder pelo poder.
Porque, para Nelson Mandela, o exercício do poder só faz sentido para servir os outros.
(…) Um homem que olhava para a frente, um visionário, que não procurava ajustar contas com o passado e com aqueles que o tinham mantido em cativeiro. (…) Percorrera um longo caminho pela liberdade, para usar as palavras que dão o título à sua autobiografia. (…) A estatura moral de Nelson Mandela permaneceu intacta desde que assumiu funções como Presidente da África do Sul.
Após ter liderado um difícil processo de transição para um novo regime, abandonou o poder com a mesma simplicidade de sempre. A simplicidade dos gigantes.

Luis M. Jorge

Mandela

Quando saiu da cadeia, em vez de correr os brancos à paulada estendeu-lhes  a mão.

FNV

Quizz: descubra o autor e una os pontos

Quando Sócrates quis avaliar os professores, a crírica  era que ele punha classes profissionais umas contra as outras.

Agora, por causa de um exame, a crítica é o desprezo pelos funcionários públicos.

FNV

E muito bem

Acumulem. Depois o  Dr Guilherme  Silva, esse cruzado de strumpf com  balão  a hélio, e   que já foi vice-presidente  da AR, irá à SIC-N, que tanto acarinha esta gente porque o espectáculo da crise vende muito,   pedir mais sacrifícios aos cidadãos.

FNV

Afinal, há vida inteligente no PS

Vale a pena ler a crónica de Francisco Assis no Público de hoje. Quando o PS parece divido entre o amorfismo de Seguro, o revanchismo de Sócrates e o panfletarismo de Soares, eis finalmente uma voz de bom senso por aqueles lados. Subscrevo Assis de uma ponta à outra, da belíssima citação de Magris sobre Norberto Bobbio e os “valores frios da democracia – o exercício do voto, as formais garantias jurídicas, a observância das leis e das regras, os princípios lógicos (…) que permitem aos homens, a todos os indivíduos de carne e osso, cultivarem pessoal e livremente os seus valores e sentimentos quentes, as paixões e predilecções de todos os géneros“, à conclusão certeira: “Se bem sabemos como pode ser desumano o capitalismo sem regras, também temos a obrigação de não esquecer como se revelaram aviltantes da dignidade humana todas as formas de organização política que, em nome de uma suposta democracia material, começaram por anular os princípios mais básicos no plano formal. É por isso mesmo que há pequenos passos, aparentemente inócuos, que nunca devem ser dados.”
Vocês sabem do que é que ele está a falar.

PP

Três F.

Decorre em Lisboa um dos mais conhecidos festivais de publicidade do mundo e quase não se fala no assunto. Portugal está assim. Os que podem saem, os que ficam fecham-se, o cosmopolitismo é agora uma espécie de insulto. Restam-nos as ideologias requentadas e os pobrezinhos da doutora Jonet.

Luis M. Jorge

Rui Rio: Antes e depois

Agora:

Um exemplo do bom velho  PSD, um homem sério, um estadista de boas contas, um político  sensível às vidas dos mais desfavorecidos.

Quando primeiro-ministro:

Um cavernícola, um produto do colégio alemão, um pequeno Hitler, um inculto, um neoliberal facilitador de negociatas para os corrécios.

FNV

Que fale, que fale

Somos todos ouvidos.

Tenho um palpite acerca de quem foi o receptador neste estranho caso, em que o ladrão foi filmado e demorou sete meses a ser apanhado, mas uma confirmação seria excelente.

FNV

Comprai

Lede.

Um senhor de idade a divertir-se e a ensinar.

FNV

Vereador eleito

Por um movimento “independente”.

Tanto pode estar inocente como não ( as viagens não foram só a Cuba…), mas há  patarecos que fizeram crer em toda  a parte  que o afixo é  garantia.

FNV

Nacional Situacionista ( XIII)

O desejo  da  violência é usado no modo  cardápio. Como a antiga sugestão de colocar interruptores nos candeeiros  de todas as ruas, deixando a iluminação à disposição do público. Uma vez os priores certos no convento preferido, o desejo esfuma-se e a iluminação volta às mãos da central.

Bem podem , todos ajuntados em capítulo, por campã tangida, decidir a resposta. Já não  os ouvem ( excepto um ou outro comando bem mandado, claro), o seu tempo passou.

FNV

Os meus livros de 2013.

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Strategy: A History, Lawrence Freedman.

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Big Data. Mayer-Schönberger, Viktor, Cukier, Kenneth. Talvez seja o melhor documento sobre o tema.

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Tinkers, Paul Harding.

Caribou Island

Caribou Island, David Vann.

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Playing to Win, Lafley, Martin. Desde Tucídetes que os bons livros sobre estratégia são escritos por maus praticantes, ou vice-versa. Este é uma excepção.

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The Forest for the Trees (Revised and Updated): An Editor’s Advice to Writers, Betsy Lerner. Um livro elegante para quem escreve.

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Seeing What Others Don’t: The Remarkable Ways We Gain Insights, Gary Klein.

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The Round House, Louise Erdrich.

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Venice: A New History, Thomas. F. Madden.

 

Luis M. Jorge

Isto sim

É um blogue.

É como um calcanhar do Gaitán relatado  pelo  Bioy Casares.

FNV

A casa

Notícias do refúgio. No Depressão Colectiva.

FNV

É verdade que

Em Coimbra o beneficiário da ADSE paga menos nas urgências da Idealmed do que nas dos HUC?

E se sim, porquê?

O que eu vi na caixa do Pingo Doce

Anteontem, ao fim da manhã, passei pela mercearia da minha aldeia, também chamada Centro Comercial dos Olivais. Podia dizer que ia deixar uns sapatos a arranjar, o que é verdade e neo-realista, mas também fui comprar vinho ao Pingo Doce. Tinha convidados ao almoço e trouxe um Burmester de 2011, em promoção. Tudo muito pequeno-burguês. Ainda por cima, aquilo estava cheio de escuteiros a recolher alimentos para o Banco Alimentar.
Enquanto esperava para pagar a garrafa de tinto e os pacotes de arroz, magro espectáculo da minha generosidade, pus-me a pensar no que diriam dos jovens que tinha ali à frente os indignados profissionais dos blogues e das aulas magnas. Mário Soares diria que o Papa Francisco, por quem tem a maior admiração e concorda sempre com ele, lhe confidenciou que os miúdos não são bem católicos porque estão a fazer o jogo do Passos, aliás já era assim antes do 25 de Abril, houve uma abertura com a democracia mas estão a voltar ao fascismo, e felizmente os socialistas impediram males maiores no PREC, mas o povo nem sempre é sereno e prepara-se para correr o Passos, o Cavaco e o D. Manuel Clemente à paulada, ninguém deseja que isso aconteça, claro, mas quem te avisa teu amigo é. Pacheco Pereira diria, talvez em latim, que há muito deu pela existência de um contínuo blogues-Governo-escuteiros para promover Passos nos supermercados e que só um sobressalto cívico, a cantar o hino, pode acabar com o protectorado ou com o Passos (não necessariamente por esta ordem). Raquel Varela diria, com toda a quietude de quem escreve no Cinco Dias, que o ópio dos adolescentes, oculto sob a alienação do voluntariado, apenas perpetua a pobreza, o trabalho infantil e a política de baixos salários do capitalismo selvagem.
O que eu vi foi muito diferente. Vi uma dúzia de rapazes e raparigas a dar horas do seu tempo livre para ajudar os outros. Não anunciavam o fim da pobreza, não prometiam um mundo novo, não chamavam as televisões para atacar o Governo em nome do monopólio da virtude. Faziam coisas concreta por pessoas concretas. Ali estava a famosa sociedade civil. Sem sofás, sem trincheiras e sem pedir licença. E vi que o futuro está muito mais nas suas mãos do que em todos os discursos dos indignados.

PP

Ladrão que rouba ladrão

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Li este sábado o Expresso, hábito há muito perdido, para ver se alguém desmentia a tal notícia de um possível registo dos pais fumadores no Serviço Nacional de Saúde. Em vão, o que significa que houve mesmo um génio no Governo que teve a brilhante ideia e achou por bem testá-la nos jornais.
Um sinal certo de decadência é o rigor em questões menores de comportamento e o desinteresse pelos princípios realmente importantes, notava Chesterton. “Se há alguma coisa pior do que o moderno enfraquecimento da grande moral é o fortalecimento das pequenas morais. Conheço pessimistas ibsenianos que acham censurável beber cerveja, mas não ácido prússico.” Referia-se, suponho, ao paradoxo de alguns progressistas do seu tempo que desconfiavam do álcool, mas aplaudiam o suicídio.
As coisas não mudaram muito. A verdade continua a ser relativa, mas fumar tornou-se um crime. Permitimos experiências com embriões humanos, mas não a tourada e a caça à raposa. Queremos prender o misógino acidental que conta uma anedota machista e contamos anedotas sobre o homem que, por amor, quer prender-se a uma mulher no casamento.
Sou suspeito: tenho filhos e fumo perto deles (mas só ao ar livre, confesso; a minha vida à margem da lei é recente). Até agora, tinha um cadastro limpo – não por ser um cidadão exemplar, mas por falta de imaginação. Se a coisa avançar, avisem-me. Há vários crimes que gostaria de cometer, da evasão fiscal ao desrespeito à autoridade, para que a família possa orgulhar-se de mim. Roubar bancos também é uma opção, mas ouvi dizer que já ninguém vai para a cadeia por isso.

PP

Boas notícias, mas

Adiar o garrote. Helena Garrido lá teve de reconhecer  que talvez , enfim, até terá  sido uma coisa boazita.

O que a Garrido devia era  ter  recordado que  em 2014/2015 soprarão ventos eleitorais…

FNV

On safari

No final do filme lá vem a cantilena: “Até nos tempos da URSS , em que a homossexualidade era criminalizada, os gays eram melhor tratados”. A sério?  Enquanto não vos trago uns recuerdos das leis penais soviéticas , leituras de tempo livre, mais um mito :

A 1964 Soviet sex manual instructs, for example: “With all the tricks at their disposal, homosexuals seek out and win the confidence of youngsters. Then they proceed to act. Do not under any circumstances allow them to touch you. Such people should be immediately reported to the administrative organs so that they can be removed from society.”

Não duvido  de que um  lambe-botas fanatizado pudesse ser gay ( para os comunistas, pior do que dar uso diferente aos genitais era dar uso diferente ao cérebro),  houve alguns, mas o que não podiam de certeza era dar entrevistas  num clube gay. Parecem não perceber a diferença, não é?

FNV

Nacional Situacionista (XII)

A primeira crise da globalização foi mediterrânica e  forçou a Santa Liga, que até incluiu a Polónia, por causa do avanço otomano, parado em Lepanto. A segunda  foi a Grande Depressão de 1837,  seguida da crise do algodão inglesa  de 1861-1865( por causa de indianos e chineses, embora o dr Medina Carreira  convença os fãs de que tudo é novidade).

A Europa é um continente predador desde a primeira formação política de raio exclusivamente europeu ( o Sacro-Império). Depois das potências sulistas da expansão, as guildas  do norte ( VOC e ingleses).

Estamos a viver um piqueno interregno.

FNV

Linhas de Plimsol.

Aqui. Uma pequena história da representação política tal como é celebrada entre criaturas decentes, não escrita, mas citada a pensar nos estaleiros navais de Viana do Castelo.

Luis M. Jorge

Ah, e tal, o “empreendedorismo”.

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É um dos livros do ano seleccionados pelo Financial Times, que aparentemente (ainda não li) enterra décadas de bullshit neoliberal:

Yes, innovation depends on bold entrepreneurship. But the entity that takes the boldest risks and achieves the biggest breakthroughs is not the private sector; it is the much-maligned state.

Mazzucato notes that “75 per cent of the new molecular entities [approved by the Food and Drug Administration between 1993 and 2004] trace their research … to publicly funded National Institutes of Health (NIH) labs in the US”. The UK’s Medical Research Council discovered monoclonal antibodies, which are the foundation of biotechnology. Such discoveries are then handed cheaply to private companies that reap huge profits.

A perhaps even more potent example is the information and communications revolution. The US National Science Foundation funded the algorithm that drove Google’s search engine. Early funding for Apple came from the US government’s Small Business Investment Company. Moreover, “All the technologies which make the iPhone ‘smart’ are also state-funded … the internet, wireless networks, the global positioning system, microelectronics, touchscreen displays and the latest voice-activated SIRI personal assistant.” Apple put this together, brilliantly. But it was gathering the fruit of seven decades of state-supported innovation.

Luis M. Jorge

Yeats.

Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half-light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

Luis M. Jorge

Venha mais um para a trincheira

Nestes dias de noites todos os gatos são pardos. Pedro Abrunhosa lança  um novo disco  que também é contra a elite que nos explorou.

Isto sim, é coerência: bancos e porco no espeto. Contra as elites.

FNV

Erros, 5.

O Miguel publicou um comentário ao meu post anterior que nos revela bons exemplos do linguajar em que a esquerda se entretém desde que optou pela contemplação. Respondo-lhe nas entrelinhas:

Não é apenas o país que mudou, é o mundo que está a mudar. E os políticos de todos os quadrante e de todo o mundo estão desorientados, pois as grelhas de interpretação a que se habituaram estão cada vez mais desadequadas.

“De todos os quadrantes”, não. A direita não está desorientada. Tem programas, valores e vontade de poder.

À maior parte destes políticos faltam leituras, conhecimentos de história, humanismo, nem sequer literatura, de ciência, de tecnologia, como trabalham muito pouco (descontando as tricas e a navegação à vista do dia a dia) e estudam ainda menos. Não admira que estejam completamente impotentes, não tenham a menor ideia do que fazer.

Irrelevante. Reagan e Tatcher não precisaram de “humanismo” para mudar o Ocidente. Adoptaram doutrinas mastigadas com uma linguagem simples e delinearam um plano de ocupação das instituições. Mais importante, fizeram alguma coisa quando as conquistaram.

Porque, neste momento, TUDO está em causa. A começar pela viabilidade do sistema capitalista globalizado. Não é uma situação inédita, já houve uma globalização anterior que colapsou com um enorme estrondo — na forma de duas guerras mundiais.

A “viabilidade” do capitalismo não está em causa. Pelo contrário, sobreviveu à crise de 2008 e expande-se em vários continentes. A esquerda deve abandonar depressa este tipo de superstições milenares.

As circunstâncias hoje têm algumas semelhanças com o início do século XX, mas também grandes diferenças. A questão ecológica, a gestão dos recursos escassos e a estabilidade dos ecossistemas à escala mundial são a grande novidade. E não é pequena, as questões que se nos colocam têm por esse motivo um grau de dificuldade com um grau de magnitude superior.

Pois. Suponho que é para não perturbarem os ecossistemas que PS, PCP e Bloco se dedicam ao quietismo.

Quanto a Portugal. Portugal tem chegado atrasado a tudo: industrialização, o crescimento económico e científico do pós-guerra, Estado social, União Europeia e até agora — a grande ironia — chega tarde ao grande salto neo-liberal (já passou do prazo, para quem não dado por isso).

Não passou do prazo. Pelo contrário, universalizou-se. É um combate em curso, que não desaparecerá apenas por defendermos que é composto por anacronismos. O próprio Marx recomendava que não confundíssemos as nossas ideias com os nossos sentimentos.

Será que desta vez Portugal vai conseguir participar desde o início da grande reconversão energética e ecológica que se “prepara” (pela simples força da realidade, se não for pela capacidade humana de observar, pensar, argumentar, e prever) , e aos novos modelos de organização sócio-económica e política que terão necessariamente (de forma democrática, se começarmos desde já, ou de forma violenta se adoptarmos a atitude da avestruz) de ser inventados?

Chegamos portanto ao refrescante leitmotiv das “novas formas de luta” que placidamente nos cabe encontrar. Mas enquanto os partidos procuram “modelos” e “grelhas de interpretação”, o tradicional povo de esquerda vota em Marine Le Pen.

Face a isto, não admira, caro Luís, que os partidos andem todos à nora.

De facto, Miguel. Não admira.

Luis M. Jorge

Sem mãos

Os planeadores. No Depressão Colectiva.

FNV

Nacional Situacionista ( XI)

Os destroços das classes condenadas unem-se. É necessário examinar cada bandeira com cuidado. Se todas  exibem a defesa  do povo, muitas possuem uma inscrição  antiga e rasurada.

Essa inscrição é a história do fidalgo a quem a bancarrota deu a oportunidade de bater no peito. Ambiciona uma nova Histadrut, contratando os protestos e  excluindo a memória.

FNV

Como é que eles diziam…

“Ides sofrer como cães”.

Foi preso algum , mesmo  em flagrante  delito e com um polícia ferido? Claro que não. Isso é para grevistas.

 

FNV