Não interessava nada a conversa da unidade de esquerda, não era?

Já foram feitas convergências de governação à direita, nunca foram feitas foi à esquerda. Estou absolutamente convencido que não havendo essa convergência agora, não haverá daqui a alguns anos país para governar.

Daniel Oliveira tem razão na primeira frase, a segunda é mais uma profecia, tão boa ou tão má como qualquer outra.

O PCP está tão interessado nela como eu em dormir com pulgas ( basta ler os clássicos), o PS estaria, se fosse de esquerda. Sobram as centenas de indivíduos que se agrupam em dezenas de grupelhos, todos com a certeza de que possuem a pureza ideológica e instrumental correcta ( vejam as batalhas no 5Dias). O apelo salvífico, o arrobo revolucionário e  o espirito sectário e intolerante  impedem qualquer esboço de união.

Pacheco Pereira, e muitos outros, defendem a tese de que esta conversa não interessa. Parece que interessa. Quando estiverem mais ligados às pessoas reais, e aos seus defeitos de  fabrico,  e sem medo de assumir a vontade de poder pela via parlamentar burguesa, talvez consigam.

FNV

5 thoughts on “Não interessava nada a conversa da unidade de esquerda, não era?

  1. XisPto diz:

    No fundo, o que toda essa conversa sobre unidade e convergência esconde é a dificuldade em dizer que medidas concretas defendem, mesmo quando aparentemente estão de acordo sobre o que rejeitam. O Daniel Oliveira parece que precisa de um empurrão ou álibi para aderir à ala socrática do PS, quando isso não tem nada de surpreendente nem de criticável.

  2. caramelo diz:

    Filipe, pois terá de lidar com essa carência de atenção como eu, quando não tenho qualquer resposta tua a meus comentários em posts teus: shit on it. De qualquer fooorma, penso isto: só há dois partidos de direita em Portugal que se unem: o PSD e o CDS. Existem imensos grupelhos de direita, pelo menos com intensa atividade por aí na darknet, que são um saco de gatos e não contam. Na esquerda, o PCP aliar-se-ia ao PS, mas o PS, o único partido da esquerda do dito “arco governativo”, não se alia ao PCP, pela mesma razão pela qual uma mulher decente não gosta de ser vista em convívio com uma mulher com um passado duvidoso e de más famílias. O BE também aceitaria fazer parte de uma coligação com o PS, mas as coisas funcionam mais ou menos da mesma maneira. É claro que se o PS fosse de facto um partido de esquerda, as coisas não seriam bem assim. Et voilá.

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