Norte-coreanos iurd’s

Conseguem ser tão ridículos  e fanáticos como os que foram vasculhar se a escola estava fechada ao sábado.

Só lhes falta uma igreja universal do reino d’ele.

FNV

 

9 thoughts on “Norte-coreanos iurd’s

  1. benfiquista optimista diz:

    epá.. esta fixação de sócrates com a escola está a tornar-se esquisita. em menino ia brincar para a escola mesmo quando não havia aulas, em adulto até fazia exames ao domingo, já velho, depois de servir o povo, volta novamente para a escola para fazer um mestrado e, como se isso não bastasse, ainda pública a tese!

    sócrates, deixa a escola e vai divertir-te pá!

    • caramelo diz:

      Ora, ai é que está. Eu acho que o menino sócrates se diverte bastante, até no pátio da escola, e deve andar agora a rir mais do que nunca. Já outros meninos merecem que a professora os mande apanhar ar, jogar aos berlindes, matrecos, rezar o terço, etc, para descontrair. Esta forma de bullying com bilhetinhos é até um bocado amaricada; ao menos, passem-lhe uma rasteira ou metam-lhe uma râ na lancheira.

  2. caramelo diz:

    Filipe, talvez, talvez, não sejam esses os fanáticos; talvez estejas a ser injusto. Injusto para aqueles que até agora têm feito um esforço enorme para tratar isto como assunto de estado, digo eu. Podemos até considerar, a benefício do método, que esses para quem fazes a ligação são fanáticos, mas talvez até o Bispo Tadeu tivesse direito a uns minutinhos de contraditório em tão magna questão e até arriscaria dizer que criou alguns laços de infância com tipos que quereriam dizer qualquer coisa em seu favor. Não bate a bota com a perdigota, eu sei, mas é concebível.
    Somos um pais exótico, que poderia ser vendido a um investidor chinês como parque temático de excentricidades. A morte do Eusébio levou-nos num crescendo de entusiasmo que ia provocando a substituição dos tiros de canhão no hino nacional pelo relato do Artur Agostinho de um balázio do Eusébio aos norte-coreanos (o que nos traria actualmente óbvias vantagens diplomáticas). O movimento nacional ainda chegou ao panteão, mas parou aí, porque com o frio a malta recolheu-se a casa. Os benfiquistas que decidam agora se querem a cara do Eusébio nas camisolas ou aparada no relvado. Mas esta semana aconteceu outra coisa extraordinária: meio país fez estudos complexos sobre o número de passos que daria o socras para chegar à escola, na eventualidade, também laboriosamente estudada, de ter ido à escola, num certo dia de um ano em que o salazar ainda apalpava o rabo à governanta. Covilhã agradece, porque vão por lá aparecer excursões para refazer o trajeto em animadas discussões científicas e caçar os velhinhos locais para lhes perguntar se nesse dia se cruzaram com o ranhosito mentiroso no caminho da escola e a que horas. E não poderia uma dessas criaturas ter pregado uma rasteira ao puto que lhe provocasse um traumatismo craniaco e alterasse o rumo da História? Existe de facto gente que perde imenso tempo com isto, e uns até o fazem sem querer ganhar dinheiro, como aumento de tiragens de jornal, o que é o mais extraordinário.
    Ficarei desiludido se uma dessas cabeças a funcionar a dez terabites não vier a concluir que o Sócrates fingiu inventar o episódio para provocar reações de modo a sair como vitima, o que é o cúmulo da … sei lá, ainda não se inventou palavra suficientemente forte. O homem merece um panteão qualquer, mas num local mais quentinho, não no mármore frio de santa engrácia.
    O Swift, se vivesse hoje, teria de arranjar outra terra para o Gulliver desembocar: a terra dos portugueses.

  3. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, por certo a matilha de canídeos esfaimados já lá consta no adro respectivo…

  4. Jorge Araujo diz:

    olha , olha o arnault vem aí “libertar”, lol

  5. Lucas Galuxo diz:

    A chamada a notícia ao jornal português de maior tiragem do pormenor de um relato pessoal ocorrido há mais de 40 anos e a reação de alguns deputados e meia blogosfera é um documento histórico que ajudará a compreender uma parte da desgraça política a que chegamos. O Post do corporações justifica-se plenamente e completa esse documento. Quem não se sente não é de boa gente.

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