Estamos destinados a ficar entalados entre um César das Neves que aprecia o jeitinho que acrescentam aos paises de acolhimento os nossos cérebros emigrados e uma esquerda nacionalista que redescobriu a Pátria e a Nação e que considera uma tragédia a circulação de pessoas dentro da UE.
FNV
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Circulação de pessoas… é mais um item da novilíngua?
É, querida, um alentejano de vinte e tal anos ir trabalhar para Toulouse como quem vai para Lisboa? Não foi para isso que se fez a UE, qu’horror…
Não se zangue comigo, môr, mas parece que a União Europeia anda um bocadinho… desnorteada?… http://pt.euronews.com/2013/12/05/reino-unido-apresenta-propostas-para-limitar-livre-circulacao-na-ue/
e tem razão, q’ida, tem razão. e temo bem ser só o princípio…
Pois, doçura, não é tragédia nenhuma o seu alentejano impedido de trabalhar no seu próprio país, poder circular livremente para ser alegremente escravizado em Toulouse ou, se não correr demasiado mal, ser apenas explorado e discriminado… será talvez mais na linha do teatro do absurdo?
escravizado, ‘môr? pos é isso, os tugas que vão trabalhar para Inglaterra ou Luxemburgo são escravos lá, como aqueles que foram a Irlanda apesar do resgate, né?.
teatro do absurdo,sem dúvida, e bem encenado.
Morzinho, às vezes não percebo patavina do que escreve, será do teclado ou já está em Toulouse há demasiado tempo?
compreendo-a perfeitamente, q’uida.
É, não é nenhuma tragédia, somos é um povo cosmopolita, desde sempre, Tomamos aqui o pequeno almoço e jantamos em Toulouse. Há uma certa esquerda que acha que só ela é que tem direito a andar de avião. No fundo é isso, né?
trágico, pá,trágico as pessoas andarem de um lado para o outro na UE, trabalharem sem vistos e até poderem ser candidatar-se nas regionais.
Trágico, pá, ainda por cima num país que em 30 anos só teve 3 resgates. Cada raça no seu lugar, cada povo no seu vagar, já dizia o botas de Santa de Comba.
Isso é pra mim? Chegámos aqui e ainda me confundes com o PNR? Valha-te deus, olha que não me ensinas grande coisa sobre emigração, por mais gente que ouças em consulta. Mas já vi que continuas a tentar insuflar os teus compatriotas de otimismo. O Henrique Monteiro é uma variante mais divertida do Cesar das Neves: diz que prefere pensar nos emigrantes como “gente aventureira, que gosta de correr riscos”: http://expresso.sapo.pt/a-emigracao-e-mesmo-uma-desgraca=f848169. Um povo de fernões mendes pinto, a partir em caravelas, para fugir do tédio da pátria, num imenso espaço de circulação livre.
não te ensino nada, vivo numa caverna, como costumas dizer, tu é que sabes de tudo do povo, és de lei e brasonado.
Tás sempre a citar-me mal, raio de sina a minha.
olha que vou ao arquivo…
Uma coisa é ir pela Europa fora por opção — o que é uma liberdade a defender; outra coisa é ser levado a sair do país por causa da miséria que as “elites” voluntariamente fazem cair sobre a população.
E convém lembrar que estão por resolver várias questões no que diz respeito à participação política dos cidadãos que se estabelecem pela UE fora. Há um longo caminho a percorrer, e não vai ser um passeio bucólico. O alentejano em Lisboa vota nas legislativas e nas presidenciais, é um cidadão de pleno direito. No país onde vivo, posso votar nas europeias e municipais, mas não tenho direito de voto nas legislativas nem nas presidenciais, a não ser que mude de nacionalidade. Por exemplo.
Ir pela Europa fora por opção? Assim como o Goethe na Viagem a Itália?
Isso é que é uma perspectiva histórica da emigração , sim senhor.
Não se faça de parvinho. Eu fui Europa fora por opção, para trabalhar e fazer a minha vida. Outras pessoas também. Um dia isso será natural. As pessoas não estão destinadas a vegetar no quintal em que nasceram.
Aliás neste aspecto estou em desacordo com a esquerda anti-euro e anti-UE. Embora abomine o caminho político que está a ser seguido na UE (incluindo a arquitectura disfuncional do euro), considero que com as liberdades concretas dos cidadãos não se brinca, e nunca as liberdades presentes se devem sacrificar em nome de liberdades futuras mais perfeitas. Tal como as chamadas liberdades burguesas, que não são suficientes, mas são necessárias para uma sociedade justa. O Euro é dos cidadãos, não é de nenhuma oligarquia. Deve ser transformado, não destruído. Idem para a UE.