Cinco sábios

Cinco secretários de Estado. Ora vamos cá saber quem são.

FNV

10 thoughts on “Cinco sábios

  1. vortex diz:

    último censo
    cerca de 50% da população
    tem no máximo 4 anos de escolaridade

  2. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, não são estes os novos membros do nosso mui preclaro (Des)Governo que se apresta a vender a preço de saldo um (1) museu de oitenta e cinco (85) Mirós…???
    «A Oeste nada de novo»…

  3. caramelo diz:

    Então… quanto menos crianças houver na escola a partir do 9º ano, menos crianças abandonarão a escola a partir daí. Os pequenos lordes têm aulas particulares de aritmética com o professor crato, como antigamente com o frei bartolomeu no colégio dos nobres, e isso chega-lhes perfeitamente para a vida. Eles ouviram dizer dos seus avoengos que antigamente em carrazeda de ansiães se contavam pelos dedos de uma mão da vénus de milo o número de crianças que, por ano, abandonavam o liceu. E todos os pastoritos mantinham intacta a liberdade fundamental de aprender e de ir ao teatro a são carlos.

    Olha, sobre aquele nosso assunto favorito, vi por aí este anúncio de emprego, que é um bónus de um trimestre inteiro para as estatísticas do INE. http://www.cargadetrabalhos.net/2014/01/10/jornalista-mf-estagio-curricular/#ixzz2qHzuoNbL
    Vantagens: liberdade de fazer coisas a partir de casa, depois de fazeres o que te mandam. Que coisas? Várias, pá, podes até ficar milionário a fazer bolos. Outra vantagem: “Acesso aos melhores e maiores eventos, nas áreas de interesse” Ou seja, podes ir a seminários de empreenderismo e torneios de canasta e meter croquetes ao bolso enquanto convences o garçon a deixar ao pé o pratinho com os camarões. É neste pequeno gesto que está concentrado o espirito de independência, autonomia, empreendedorismo, forte sentido de responsabilidade, proatividade, flexibilidade, dinamismo, espírito de iniciativa e de equipa e boa capacidade de comunicação, que ali é exigido e que nos levou a descobrir o caminho marítimo para a índia e endrominar os chinas.

    • fnvv diz:

      atenção que uma coisa é a imbecilidade da redução em si ( a tal preocupaçºao) outra é avaliar caso a caso , ex, maduros de 20 anos no 10ºano.

      • caramelo diz:

        Certo, isso sim, descontando o teu exagero (não haverá muitos no 10º com 20 anos). Mas a avaliação “caso a caso” é um esforço considerável para estas cabecinhas, para além de ser um imperdoável desvio para a sociologia, psicologia, pedagogia e outras cenas dessas. Para cada maduro preguiçoso com 20 anos no 10º, existirão muito mais crianças que por dificuldades várias, familiares ou outras, não conseguem progredir e que precisariam de um esforço suplementar do Estado.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Parece-me que se está a discutir uma realidade paralela. O 12º ano obrigatório é só até aos 18 anos. Ora começando aos seis e não havendo nenhum chumbo é que se chega ao 12º aos 18. E sendo a coisa obrigatória, não há discussão caso a caso. Eu não sei o suficiente de educação para saber onde deve acabar a escolaridade obrigatória, mas parece-me que vale a pena discutir onde se podem obter melhores resultados com os recursos disponíveis. Conheço várias pessoas da educação, que não têm a menor ligação com a JP, que acham que não é linear que seja levando a escolaridade ao 12º ano mas, por exemplo, reforçando o pré-escolar ou melhorando o apoio e as condições de aprendizagem noutros níveis. Como digo, não sei, mas custa-me ver a discussão posta imediatamente nestes termos.

      • fnvv diz:

        Na minha casa liberal somos todos diferentes, mas as oportunidades têm de ser dadas a todos. Um bom uso da lberdade positiva significa constranger miúdos a estudar mesmo que não queiram, porque mais tarde podem precisar. É essa a razão pela qual me obrigaram a fazer a quarta classe…

      • henrique pereira dos santos diz:

        Percebo o argumento, até determinada idade. Quando aos 16 anos se é criminalmente responsável e se pode trabalhar, tenho dúvidas de que seja constrangendo as pessoas a estudar que se obtenham os melhores resultados (a educação é um processo volitivo). A questão de fundo é se as oportunidades se garantem melhor à chegada do ensino secundário, ou esbatendo os efeitos das diferenças sociais logo no pré-escolar e no apoio escolar ao longo dos anos. Essa é a dúvida que tenho e que me impede de achar a proposta com uma simples imbecilidade. Acho que faz sentido discutir, tendo como norte essa coisa da igualdade de oportunidades e sabendo que os recursos não são infinitos.

      • caramelo diz:

        O investimento no pré-escolar e nos primeiros anos do básico é essencial, mas não dispensa as politicas públicas nos graus mais elevados de ensino. É pouca ambição querermos apenas gente que saiba ler e escrever sem erros ortográficos..
        Portugal tem a mais baixa taixa de licenciados da UE, o que explica, se não todo, pelo menos grande parte do nosso atraso. Isto não entra na cabeça de gajos como o VPV, que ganham a vida a desprezar a educação e a dizer que não nos valeu de nada tanto investimento em ensino superior todos estes anos e que têm o viés de achar que nos transformámos num povo de doutores e engenheiros sem préstimo, bradando contra a banalização do superior quando abre uma universidade na Covilhã. É gente que vive rodeada de doutores e vê o mundo como se fosse o seu pequeno mundo.
        Portanto, o nosso patamar é muito baixo e não é diminuindo os anos de escolaridade obrigatória que este nosso atraso se resolve. Um jovem que saia da escola aos 15 ou aos 16 anos não pode ter grandes ambições e nunca irá ter tantas oportunidades como um jovem licenciado, porque nem sequer poderia arranjar trabalho decente em paises, que não Portugal, que valorizam a formação e educação. Vai trabalhar para as obras, como os seus pais e avós, ou na escala mais baixa dos serviços. Acabou a época dos espertos que andavam descalços a guardar cabras em crianças e se transformaram em grandes vendedores de pneus. Não se pretende formar génios para ilustrar os cadernos de empreendedorismo do expresso, que serão a minoria em qualquer país, mas de formar pessoas mais qualificadas e cidadãos melhor informados.

  4. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, a “ambiência” (des)governativa de quem aspira a reduzir a escolaridade obrigatória e pretende vender a preço de uva-mijona um (1) museu de oitenta e cinco (85) obras de Juan Miró pagas pelo Zé Povinho em 2008 será liberdade positiva ou liberdade negativa?

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