Era uma ideia antiga, finalmente cumprida por falta de forças para conduzir. Ficámos uma noite em Sintra e gostámos muito. Sintra, como Veneza, ou Nikko — com que se parece estranhamente — é infestada de dia e abandonada à noite, pelo que a melhor maneira de apreciar a vila é dormir por lá. O Lawrence’s recorda os melhores paradores espanhóis, com uma noção de conforto à antiga composto por toalhas que secam, camas que não rangem, fogo nas lareiras e uma equipa muito prestável sem cumplicidades deslocadas, que tranquiliza os hóspedes. Se não ficasse tão perto de Lisboa seria um destino recorrente.
Luis M. Jorge
Anúncios



Encontrou o Ega?
Em carcaça a cirandar.
Falta-me Nikko… ora gaitinha…
Caro Luís, entre as queijadas da “Sapa”, os travesseiros da “Periquita” e os bolos do “Café Saudade” venha o Lord Byron e escolha…felizmente, tudo acima das nossas possibilidades!
Nunca tinha ido ao café Saudade e fiquei muito bem impressionado.
Curiosa a sua ultima frase: “Se não ficasse tão perto de Lisboa seria um destino recorrente.”. Eu e a S. reagimos ao contrário: sempre que descobrimos um diamante a sensação é de desagrado por não ficar mais perto de casa. Por exemplo, os donos de um restaurante aí em Sintra, que fazem um gelado divinal, deveriam ser obrigados a exportá-lo para o distrito de Viana.
Certo, mas por outro lado não se quebra uma certa rotina que desaparece quando se vai mais para longe.
Recorri aos serviços do Lawrence’s para instalar convidados estrangeiros das minhas bodas. Contribuiu também para que essas pessoas me estimassem mais.
Sem dúvida.