Entretanto, em França.

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E reparem no potencial.

Luis M. Jorge

5 thoughts on “Entretanto, em França.

  1. Miguel diz:

    Cuidado com as interpretações do “potencial” pois são escorregadias. É díficil ler o que se passa. O que é verdade é que a FN tem sido “promovida” pelos media tradicionais (entre os quais o Figaro e o Le Monde e as televisões) , agitada como o “papão” que vem aí com o intuito de assustar as pessoas e induzir o voto “útil” — PS ou UMP –, numa altura em que a UMP está quase desfeita e em que a popularidade do governo nunca foi tão baixa. O “potencial” avan,co da FN nas municipais pode ser contido sem o voto útil na maior parte do país porque o escrutínio funciona a duas voltas. Nas europeias é que pode fiar mais fino. Vamos ver.

    • Certo. É um vício de interpretação profissional meu: se alguém admite a possibilidade, já é um potencial.

      • Miguel diz:

        E tens razão. Só que pode haver factores em jogo que complicam a interpretação: a pergunta e a forma como é colocada, a amostra e a metodologia em geral, etc etc … a quantificação dessa tendência é extremamente incerta. Mas não há dúvida de que, independentemente de todas estas reservas, a capacidade de atracção do FN continua elevada. E é triste ver as gentes mais modestas a votar num partido que usa os franceses de origem magrebina como bodes expiatórios e que na verdade nem sequer propõe políticas que defendam as suas (legítimas) reinvidicações.

        Por outro lado, os resultados eleitorais do FN têm sido relativamente estáveis nos últimos vinte anos, embora a Marine le Pen tenha conseguido atrair mais dois milhões de votos em 2012.. Não tenho números à mão, mas há muito que existe uma extrema direita com uma certa expressão em França, basta lembrar os anos 30, Maurras e a Action Française.

  2. Niet diz:

    Razão, e muita, tinha o Emmanuel Todd, ao vincar, há mais de um ano, que Hollande poderia ser um sucesso ou um fracasso… Niet

  3. não deixa de ser interessante, também, o crescimento do MoDem. Já a esquerda radical está a voltar ao ghetto (ou a perder votos para os “nouveaux anticapitalistes):

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