Sim, é como matar judeus, ciganos e homossexuais. Faz parte da vida.

Carrada de jovens estúpidos e socialmente integrados, via Ana Cristina Leonardo.

Luis M. Jorge

9 thoughts on “Sim, é como matar judeus, ciganos e homossexuais. Faz parte da vida.

  1. Carlos diz:

    Nesses tempos de matar judeus, ciganos e homos só porque o eram, ganhou força a expressão Mal Absoluto. Acima em 1.53 min. a prova que também a Absoluta Estupidez existe.

    PS: Para os defensores da coisa, esta distingue-se entre o que é e o que não é praxe pelo seguinte conceito: se dá merda – poe-se uma caloira de rabo ao leu com a cara enfiada na água putrefacta do lago da cidade, no pasa nada – é praxe. A mesma situação, com choque anafilático, incluído – não é praxe.

  2. caramelo diz:

    É má vontade. Nenhum desses meninos vai mostrar o rabo a ministros (já o mostram respeitosamente quando os doutores mandam) e livramo-nos dos zizeks de pacotilha que se ocupam em eternas discussões estéreis, sem interesse para o povo. As marias e os camilos, como bons stakanovistas, apontam o caminho: aprender a obedecer e trabalhar para reduzir a dívida e que ninguém se distraia, ou distraia o povo, com frivolidades até se atingir a meta da produção. Para recreação, nos tempos livres, vale mais um bom chouriço assado numa tasca de coimbra, do que meia dúzia de mirós (vá lá entender-se os estrangeiros que gostam de mastigar papel com aguarelas e pagam bem por isso), com a vantagem de que os chouriços que sobram sempre se podem utilizar para exercícios de humilhação voluntária. Vá, meninos e meninas, tudo a mostrar o rabinho.

  3. André diz:

    Sobre a incidência real de jovens estúpidos nos patamares universitários, só lhe digo que nem sabe da missa a metade. Tenho ampla amostragem formada. Muitas vezes penso com os meus botões no género de sociedade que teremos daqui a dez, ou vinte anos. Não tem bom aspecto. Sem querer entrar em paúis psicanalíticos, quem lida com os adultos que frequentam, e têm frequentando, as universidades nos últimos anos, fica arrepiado com as comuns demonstrações de falta de empatia elementar, indiferença perante a violência e outras misérias do próximo, ridicularização do escrúpulo, culto do oportunismo e glorificação do expediente carreirista, normalização da boçalidade, ausência de solidariedade, enfim, seres humanos perigosos. Já sei, é conversa de velho, conservador, o diabo a sete. Ou, se calhar, isto está correr muito mal e estamos a progredir para uma comunidade com traços de canil à hora da refeição.

    • Por outro lado tenho óptimas surpresas nos estagiários que chegam aqui ao departamento.

      • André diz:

        Todos temos; no meu caso com alunos. Mas o facto de lhes chamarmos “óptimas supresas”, deve ser um retrato, por omissão, do panorama geral, não é? Um amigo que trabalha numa agência de publicidade, pelo contrário, garante-me que as noções de escrita do copy médio lá no estaminé, mal chegam para redigir uma lista de compras.

      • Isso é má selecção.

      • caramelo diz:

        Atenção que está por provar que a criatividade e a excelência na escrita sejam incompatíveis com o fascismo. O Marinett era um poço de criatividade com lugar em qualquer agência de publicidade. Quem sabe se um daqueles jovens não irá vender-me um dia qualquer coisa. Só este filmezito, sem mais, já terá aumentado um pouquito a frequência de saunas sado-maso. Aquela gente não é necessariamente burra; até, pelo contrário, pode ser um género com uma capacidade extraordinária de adaptação ao mundo moderno. Até com uma longevidade maior. Passado a fase ritual, que dura três ou quatro anos, de vomitar e engolir vomitado, tornam-se mais castos do que a irmã Lúcia e vão para a cama ainda mais cedo, a não ser que o chefe mande que fiquem levantados. Ai vai uma fornada a entrar no mercado, é aproveitar.

  4. caramelo diz:

    Este cantinho do mundo vive tempos perigosos (e de alegre exaltação para as vitimas da liberdade): querem meter os homofóbicos na prisão, os donos do DN querem censurar livros sobre o PREC (pense-se no Joaquim Oliveira como um comissário soviético e chega-se lá; a Zita Seabra vale o seu peso em ouro na área do marketing editorial) e proibir as pessoas de serem humilhadas.
    Eu nunca me meti em praxes enquanto lá andei; como não vim de fora, aquilo para mim era função pública: entrava e saia para casa pelo caminho mais rápido e os meus amigos encontrava-os nos mesmos sítios de sempre. Preferiamos os bailaricos das fogueiras do são joão às serenatas. Se bem que alguns se aproveitassem uma vez por outra de jovens estudantes que mal bebiam um copito de cerveja ficavam doidas, e eu muito lhes ralhei por causa disso. Então, nunca soube o que é isso da vida académica e da estróinice. Bater prás hortas, com duas espanholas a tiracolo, pra ouvir fado, como diziam os catitas lisboetas do século ixi, que aqui era ir ao Pratas beber traçadinhos. Já me chegava que as velhas vizinhas do meu bairro, praticamente minhas avós, me tivessem começado a chamar senhor doutor quase logo após ter entrado para o liceu. Usos e costumes pitorescos da lusa-atenas.
    Como tenho cara de miúdo, passados uns anos andava por ali, não me lembro se para ir à biblioteca geral, se para ver as gajas boas de letras, e uns jovens rosaditos tomaram-me como caloiro. E eu, tipo vasco santana, alto aí, para trás, que já sou doutor, ó animais. Amocharam e pediram imensas desculpas, lambendo-me os sapatos. E eu provei e vi como era bom e vi que podia ter andado uns anitos sempre com os sapatos a brilhar. É uma tentação e percebi bem isso à minha custa no dia da inspecção por causa de um animal que por ali andava, que eu espero que tenha passado os anos seguintes a limpar latrinas, sendo simultaneamente enrabado por três sargentos gordos, à vez. Eu acho que é nestes espaços confinados e em que a autoridade está instituida que a praxe é mais perigosa e o Colégio Militar é um bom exemplo. Mas em qualquer circunstância o abuso de poder é mau, no meio universitário ou outro. Agora, os voluntários, ó pá, por mim está bem, desde que alguém lhes interrompa o caminho nalgum lugar da ascensão ao poder.

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