Ver, ouvir

O dinamarquês destrói ,um por um,  os argumentos do entrevistador. O que incomoda é pensar o entrevistador como um exemplo da opinião dominante neste sentido: os animais são pessoas. E incomoda porque num passado  recente fez-se o raciocínio inverso:

O primeiro conservacionista americano foi Madison Grant. O maior racista-eugenista  americano foi Madison Grant. Tenho este livro há muito, à espera do tempo para fazer uma recensão como deve ser ( estive para a fazer na Ler, mas entetanto deixei de colaborar com a revista).

Grant estabeleceu laços especiais com dois chefes de fila do nazismo científico:  Eugen Fischer e  Hans  F.K. Gunther. Fischer fundou o Kaiser Wilhelm  Institute for Anthropology, Human Heredity and Eugenics, em Berlim-Dalh, e foi o primeiro reitor nazi da universidade de Berlim.. Recuperar o genótipo nórdico ( louro e de olhos  azuis) é sintetizado nesta  frase fabulosa de Fischer: A velha adoração da cultura …é passado.  Fischer escreveu  o prefácio da primeira  edição alemã de Conquest of a Continent.

O livro principal de Grant mais usado pelos  nazis ( livro de cabeceira de Hitler), foi, claro,  The Passing of the Great Race, a exaltação da raça nórdica. A Lei da Esterilização, publicada em Junho de 1933, reflectia a inspiração grantiana. Heins Jurten,  o encarregado de  coordenar os centros medicos universitários destinados a  a rastear  as pessoas  dispensáveis,  afirmou que a legislação americana da eugenia e  os trabalhos  de  Madison Grant foram a inspiração de que a Alemanha necessitava.

Grant fundou o primeiro jardim zoológico dos EUA, no Bronx, e salvou o bisonte americano da extinção.

FNV

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