Monthly Archives: Fevereiro 2014

A day at the zoo

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Clássico é perceber que não é Dier que vai jogar no lugar do Lininho. Olhem para o Jardim ( sim, eu sei….).Confia tanto no inglês como eu confiaria a liberdade a um revolucionário.  É Adrien que vai ocupar o lugar do Lininho, com Vítor ao lado do Andrezito. O que interessa isto?  Tanto como os bons costumes à intimidade do moralista: nada.

Vencer uma equipa onde joga o Rojo é obrigatório. Nasceu para perder a bola e ser expulso, é um dom. Vai ser dele o primeiro remate do jogo, imitando o lagarto Cerdeira  na partida que podem  recordar via imagem acima exposta. Lembro-me bem, estava a ouvir na rádio com o meu pai que logo me tranquilizou: Temos  de os deixar pensar que isto é  a sério.

Outro clássico, mas cá de casa, é o pagamento. A minha filha  receba a mesada em duodécimos. Derrota do FCP e Sporting, 10 euros, empate, cinco euros. O FCP está a dar cabo do orçamento, mas para domingo acenei com um sorteio  tipo  facturas das Finanças: se ganharmos  1-0 com um penalty duvidoso   no último minuto pago 15 euros.

adenda: este comuna é dos bons.

FNV

É das Caldas

A Câmara do Cartaxo paga os honorários cobrados por uma prestigiada sociedade de advogados: 128.000 euros.

Se eu for autarca,  e tiver sido acusado pelo MP,  sou eu que escolho  o Ferrari e a autarquia paga?  Sempre  a aprender.

FNV

Recomendação.

Acabo de assinar a Harvard Business Review em versão papel e digital por cerca de 130 euros/ano, com acesso ao arquivo digital (ou seja, a centenas de artigos publicados na revista desde a década de cinquenta). Se isto não é o negócio do século engulo o meu chapéu.

Luis M. Jorge

O que falta recordar, Pedro.

É isto:

Antes disso, Álvaro Covões, o director da promotora Everything is New, quis fazer uma exposição com as obras de Miró mas a ideia acabou por ficar adiada quando ao lançar o desafio ao então secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, este lhe pediu primeiro apoio para produzir a exposição de Joana Vasconcelos.

“É uma coincidência, acabámos por estar envolvidos na exposição da Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda e na do Museu do Prado no Museu de Arte Antiga porque no princípio de tudo pensámos em fazer uma exposição com os quadros do Miró”, conta o promotor, responsável por financiar em grande parte as exposições da Ajuda e do MNAA, lembrando que foi em Julho de 2012 quando ouviu a intenção de vender a colecção que teve a ideia de primeiro mostrar as obras ao público. “Disse ao secretário de Estado da altura que era engraçadíssimo fazer uma exposição com aquilo que estava fechado num cofre, ele disse que era fantástico mas que antes precisava de alguém que o ajudasse a viabilizar a exposição da Joana Vasconcelos”, explica Covões, lamentando que em Portugal “as pessoas acordem tarde para os acontecimentos”.

De referir também que o espólio do museu Miró em Barcelona ronda, se a memória não me trai, cerca de duzentas obras. Quantos turistas atrairia uma exibição permanente de 80 e tal obras do pintor em Portugal? Será que isso valeria mais de trinta milhões de euros? Onde estão os cálculos certamente elaborados pelos gestores criteriosos que hoje nos iluminam? Ninguém quer saber.

Luis M. Jorge

Mirones

Todos os portugueses são por estes dias mirone dos Mirós, e eu também. Não apenas porque o extraordinário facto de o Estado luso ter, ou ter tido, oitenta-e-cinco-Mirós na mão, entretanto aberta, me faz abrir a boca, entretanto fechada, como se visse um nevão no Terreiro do Paço ou um tsunami na Ajuda, mas porque a relação dos portugueses com os oitenta-e-cinco-Mirós pode resumir-se ao coloquial “ficar a ver navios”, lendariamente nascido do azedume do Marechal Junot enquanto chegava a Lisboa e contemplava ao largo o Senhor D. João VI, mais a baixela, de partida para bué longe.
Bem sei, a frase está comprida, mas vou resumi-la para quem confunde o Miró com um central do Barcelona: nunca mais veremos os oitenta-e-cinco por cá. Já o tinha dito e estou cada vez mais certo. O Senhor D. João VI, pelo menos, voltou com parte da baixela. Quanto à Christie`s, espera só que se resolvam os problemazinhos legais criados pelo Ministério Público para fazer o leilão. Claro que o Primeiro-Ministro garante que não há problemazinho nenhum, mas eu, conhecendo o rigor do Governo na matéria, acredito mais nos gajos que querem mesmo fazer dinheiro com os quadros.
Aliás, também sou mirone do que de mais semelhante tenho visto a um tsunami na Ajuda – a fúria com que sucessivos Secretários de Estado da Cultura arrassam a lei e a prudência para pôr fora do país qualquer quadro que valha uns centavos. O caso Crivelli repete-se.
Dir-me-ão que não temos dinheiro para luxos. E eu, sempre mirone, que via na defesa do património uma função de soberania, vejo-me obrigado a concordar. Sim, temos luxos a mais. Sim, temos dinheiro a menos. Que tal vendermos o Palácio da Ajuda (sem Secretários de Estado, para não desvalorizar)? Ou o de São Bento (sem o Primeiro-Ministro, para não desvalorizar)? Têm uma rica história, estão ao abandono e, se a Dra. Gabriela ficar caladinha, talvez ninguém dê pela falta.

PP

Outro verdugo da esquerda moderna.

Não se faz isto aos rapazes, coitadinhos.

Luis M. Jorge

Liberdade

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Entrei no CITAC aos 16 anos, iniciando uma carreira de bardina coimbrão que incluiu tudo: teatro, claro, política  na AAC ( em minha casa  se  fotocopiaram os panfletos da Lista “E”, a primeira independente a ficar à frente de uma partidária), mulheres, álcool, farras imorredoiras, aulas jamé. Nunca usei capa e batina, desprezei sempre  a  tradição académica ( menos o  Baile da Queima, que as mulheres  iam bem  vestidas). Eles faziam o que queriam e  eu  tratava da minha vida.

Com que então querem proibir os meninos de se humilharem? A sério? E que mais? Também estão a pensar proibir os meninos que à meia noite já estão a vomitar  a Alta de se humilhar no vómito? E as miúdas  entornadas que abrem as pernas  e se humilham na farmácia no dia seguinte: lapidação? E nas redes sociais? Também estão a pensar em proibir as humilhações de gordas no facebook? E os mendigos que pedem na rua ? Também vão limpá-los?

Descobriram agora que os estudantes universitários são uma carneirada bronca, ao contrário dos ascetas que mostravam o rabo a Ferreira Leite? Ah.!..minhas  cabrazitas reaccionárias , meus Dux Albanus  de ceroulas, meus Diáconos Remédios…a chibata  ferve-vos nas mãos…

Pois tendes bom remédio. Os casos de polícia ficam na polícia, o resto, o que vocês não gostam, discutam-no num acampamento de férias do Bloco, ou em casa da Canavilhas bebericando um Lagavullin e mirando um Miró.

FNV

Publicar e já, sem medo:

“A utilização de “parte da primeira página do Diário de Notícias de 19 de agosto de 1975 é o motivo invocado pela Global Notícias” para querer impedir a publicação do livro “Os Saneamentos Políticos no Diário de Notícias”, disse ao Expresso, a reponsável pela Alethêia Editores, Zita Seabra”.

(http://expresso.sapo.pt/livro-sobre-saneamento-no-diario-de-noticias-sai-mesmo-amanha=f854425#ixzz2sTg9det2)

FNV

Tão bom.

Luis M. Jorge

Ferroviários sem aplomb

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Um protesto autêntico, real, carga policial. Cobertura mediática?  Desprezível.

Os belos (3Ds, Livres, etc) não foram envolvidos, estavam reunidos  no restaurante de um hotel a desunificar a esquerda unida.

FNV

Ansiedade e treino

Número 3: Snowden calling. No Depressão Colectiva.

FNV

No comments ( XXVII)

Como escreveu Rousseau, o homem que pensa é um animal depravado. Quem conhece a obra sabe porquê. Afastamo-nos da condição bestial  mesmo contra o nosso interesse, é um acto de liberdade  inalcançável pelos leões ou pelas zebras.

Telefonei-lhe  e perguntei-lhe sobre uns imbecis que asseguram a progressiva naturalização da pedofilia. Respondeu-me o Jean-Jacques: L’homme est né libre, et partout il est dans les fers.

FNV

Sim, é como matar judeus, ciganos e homossexuais. Faz parte da vida.

Carrada de jovens estúpidos e socialmente integrados, via Ana Cristina Leonardo.

Luis M. Jorge

Notas.

Há vários anos que me interesso por estratégia, palavra a que associo uma definição pessoal: a arte de planear a mudança quando as informações são escassas e o contexto é desfavorável.  Se durante muitos tempo o conhecimento da matéria foi inspirado em campanhas militares, hoje em dia está mais associado às empresas, o que é bom. Os Estados raramente se extinguem, ao contrário das empresas, o que torna mais fácil avaliar os resultados de uma estratégia na economia do que na política, pois a morte é uma grande professora.

 

Luis M. Jorge

Com as etiquetas

007 Louçã, licença para matar

Tal como a entrevista de Sampaio da Nóvoa, a de Louçã ( à TSF) foi rapidamente arquivada pelos Grandes Educadores. Compreende-se. Louçã disse  duas coisas: a esquerda não trabalhou  ( não apresentou alternativas à reestruração da dívida) e tem mantido conversas de cabeleireira. Louçã, Francisco Louçã, “agente  do governo” com licença para malhar, mas o osso é outro: por que razão as coisas são assim?

A esquerda não apresentou alternativas à reestruturação da dívida porque não quis anunciar a nacionalização de bancos ( como Louçã propôs), a renacionalização de  empresas, a nacionalização  de fábricas e portos, a fixação dos preços  dos televisores e toda a ganga Chavista, mérito seja, assumida na Venezuela. E não quer  porquê? Porque há uma estucha  chamada eleições.

A conversa de cabeleireira é um subproduto. Durante anos ouvimos e lemos os Grandes  Educadores explicar que a união da esquerda era conversa que não interessava a ninguém. De repente a esquerda não fala de outra coisa. Algures entre os Bukharines amarelecidos pelo tempo deve estar o Pequeno Livro de Pimenta Machado: o que hoje é verdade amanhã é mentira.

A junção das duas críticas de Louçã define a faena. O PCP tem um eleitorado quaisquer que sejam  as soluções que proponha, a crise só reforçou ( não que vá subir, mas isso é outra louça) o seu peso. A esquerda radical- lisboeta tem  professores universitários, jornalistas, panfletistas  e actores. Excelente cobertura  mediática ( ao contrário do PCP) , reconheço, que, infelizmente,  lhe dá uma imagem psicótica da sua importância.Não trabalhou, como diz Louçã, porque até hoje  não precisou:  o beautiful people só existe. Fala no cabeleireiro porque falar, reunir, declamar poesia, assegurar a agenda LGBT e recordar Abril tem sido o suficiente para existir.

Agora tem de trabalhar mais e falar menos: deu bernarda.

FNV

Entretanto, na América.

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Recordando os helderzinhos que escarneciam do Krugman e espumavam contra o “despesismo” de Obama. Observem, já agora, este modo de apresentar a informação aos cidadãos.

Luis M. Jorge

Que ideia

80.000 pessoas nas ruas de Paris.

Os nossos media  deram o mesmo  destaque que costumam dar  a cem “manifestantes” que apedrejam um banco não  é?

FNV

PBEC

Processo de Branqueamento Em Curso.

Não me admirava que a Lello e Figueiredo se juntassem os  ideólogos da trincheira, muito patriotas, que  noutros tempos descreveram os governos Sócrates como a décima primeira praga do Egipto e chamavam idiotas úteis  aos que discordavam da asfixia democrática.

FNV

Tavares, we have a problem

“Dos 250 congressistas anunciados, apenas votaram 94 pessoas, 89 das quais a favor da lista (única) de Rui Tavares para o grupo de contacto (órgão executivo) e cinco abstiveram-se”.

A esquerda, asfixiada pela direita mediática ( leiam a peça sem chorar), mas  em versão  NASA: “Grupo de Contacto“. Desde a definição de empregada doméstica imortalizada por Louçã ( “senhora que vem cá a casa ajudar”) que não lia esoterismo tão bom.

FNV

É assim mesmo

Estimular a concórdia, proteger os mais fracos, cultuar a paz social.

Depois encomenda-se  a uns  bidés amigos  mais uma campanha contra  a violência doméstica.

FNV

Entretanto, em França.

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E reparem no potencial.

Luis M. Jorge

O instante fatal

Louçã, há bocado, , na TSF, no Bloco Central: “Nestes anos, a esquerda não fez o seu trabalho da casa. Como se reestrutura a dívida?  Propostas concretas”.

Os residentes no programa devem ter olhado para os sapatos a ver se pisaram alguma coisa, outros da mesma turma, mas ouvintes, devem ter olhado pela janela a ver se parou a chuva.

É que quando é outro a perguntar por alternativas é sempre mais fácil chamar-lhe Zé Broncas filho do pensamento único, não é?

FNV