Minimalia ( LIII)

A diferença entre acreditar em Deus ou na Ciência é a distância entre Hiroshima  e Nagasaki.

FNV

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37 thoughts on “Minimalia ( LIII)

  1. palavrossavrvs diz:

    Não… é mais entre o Oceano e a água no fundo da tua sanita, Filipe.

  2. palavrossavrvs diz:

    Sem qualquer ofensa, evidentemente.

  3. Parece-me que, importante, importante, era chamar aqui os japoneses, não só os que sobreviveram a “Hiroshima” e “Nagasaki”, para dizerem de sua justiça. Tudo o resto, são bombas que não interessam a ninguém.

  4. DEUS diz:

    Quem crê em mim, decerto não faz frases dessas
    A diferença entre acreditar em MIN, madame ou na Sciência Política é a distância entre o carjacking aos fundos das jantaradas do PS e Sócrates como Comissário Europeu quiçá como o novo Durão Barroso…bom, não isso era outra vez acreditar em MIN

  5. […] De resto, carjacker que rouba povojacker tem mil anos de perdão. […]

  6. A distância entre Hiroshima e Nagasaki é a distância entre um Japão feudal e fechado em si mesmo e um Japão aberto a ideias novas e a fernões mendes pintos armados de caçadeiras de tiro único e jesuítas armados do deus único
    Acho que Nagasaki perdeu né…

  7. já a distância entre deus e a ciência
    é entre um ein stein que não quer que deus jogue aos dados
    e uma teoria das cordas que admite um deus que queira entrar no jogo
    ou saltar para cima da europa um deus desses
    estylo strauss can, yes we can

  8. O JESUÍTA EVANGELISTA TORRICELI PROVOU QUE DEUS ATÉ EXISTIA NOS VAZIOS
    JÁ NEWTON DIZ QUE O MUNDO ACABA EM 2060
    E HÁ AÍ SCIENÇA QUE ACABA COM ELE MUITO DEPOIS DE ACABAR CONNOSCO

    LOGO CRER NA SCIÊNCIA É CRER NA FUTILIDADE DO UNIVERSO
    OU NO PROPÓSITO de a futilidade ser a graça de godfred ó nosso forde?

  9. Jorg diz:

    Eu gosto mais das semelhanças e proximidades. São mais inspiradoras e não se encontram pares de cidades que sustentem analogias….

  10. “Prodígios e vertigens da analogia”, de Jacques Bouveresse, Um belo livro.

  11. caramelo diz:

    Não tendo grande dúvida sobre o que seja acreditar em Deus, pergunto-me o que será exatamente “acreditar” na Ciência. Não será tão só acreditar que foram lançadas bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki? Esclarece-me lá isso.

    • fnvv diz:

      Como sa chegou à Fat Boy? Por que lá se chegou?

      • Miguel diz:

        Porque o Truman achou que era melhor pôr o José em respeito? … (e como é que se chegou às catapultas e a equipar as caravelas com canhões, foi para espalhar a boa nova científica ou para levar a palavra do Senhor aos infiéis?)

      • caramelo diz:

        As motivações, é isso? Talvez acreditassem que assim punham o José em respeito, como diz o Miguel, ou talvez acreditassem que Deus, ou uma deusa do Bali assim o queriam. A única coisa inequívoca é que foram motivados por alguma coisa, e isso é da tua ciência, que usaram fórmulas matemáticas para construir a bomba, métodos de navegação aérea para chegar ao japão e que a queda das bombas aconteceu e
        causou um efeito. As pessoas não acreditam na ciência (que conceito estranho), a ciência cai-lhes em cima.

      • fnvv diz:

        Está tudo explicado no Ajax ( Sófocles). Os gregos sabiam que os homens viriam a competir com os deuses, nao sabiam é que seria via ciência.

      • caramelo diz:

        Ná. Mas convenceste-me a ir ler o Ajax, já não é mau.

      • fnvv diz:

        Escolhe a tradução da Maria Helena Rocha Pereira.

      • caramelo diz:

        Ευχαριστω

      • fnvv diz:

        de nada

    • Miguel diz:

      Só que os deuses dos gregos não têm nada a ver com o Deus cristão (o tal que é o Único, mas só existe se se acreditar nele, se se tiver Fé). O Paul Veyne explica.

      • Miguel diz:

        Mas estou de acordo com o caramelo: não faz sentido nenhum, de um ponto de vista científico, acreditar na Ciência, é uma frase que respeita as regras da gramática, mas que não quer dizer nada. O João acredita na Ciência. Mas o que é que o João acredita exactamente? Que a Ciência existe? (isso é uma constatação empírica, nada mais). Que os resultados obtidos de acordo com a Ciência estão sempre certos? (mas isso contradiz o espírito científico). Em concreto, em que é que o João acredita?

      • fnvv diz:

        Quea ciência resolve e explica tudo.Por isso até a psicanálise quer ser ciência – para ter carta de de credibilidade.

      • fnvv diz:

        Ninguém falou em Deus cristão, mas vai dar ao mesmo, para Sófocles.

      • Miguel diz:

        Pois, mas para defender essa ideia de que a ciência resolve e explica tudo é preciso um forte grau de iliteracia científica.

      • João. diz:

        “Quea ciência resolve e explica tudo.Por isso até a psicanálise quer ser ciência – para ter carta de de credibilidade.”

        Filipe, a pretexto disto segue um link para uma entrevista com Jacques Lacan:

        http://braungardt.trialectics.com/sciences/psychoanalysis/jacques-lacan/interview-with-jacques-lacan/

  12. floribundus diz:

    uma ‘jéóvá’ dirige-se a um conhecido meu:
    ‘-já pensou em Deus?
    -sim. eu sou Deus’
    a mulher fugiu a pensar que o João de Deus era maluco

  13. floribundus diz:

    estou a cozer o ‘pêxe’ do almoço.
    um casal de jeóvás acorda-me a um domingo.
    ‘-acredita em Deus?
    -há 50% de existir e neste caso 50% de se preocupar conosco.’
    uma vizinha jéóvá disse-me com ar agressivo que tinham concluido que Jesus não nascera a 25.XII. respondi que nunca tinha visto o Seu BI

  14. Eusébio diz:

    a ciência é uma espécie de passatempo que os homens arranjaram. é como brincar com legos em criança ou com carros em adulto. a religião, ou melhor, a fé, é o seu trabalho diário. sem fé não há ciência, sem fé não há nada. um homem é a sua fé, seja ela qual for, dê-lhe ele o nome que entender. estamos condenados a isso. fazer ciência é exercitar a fé através do questionamento do mundo natural.

    mas a ciência não deve nunca ser desvalorizada. não é por acaso que brincar é a actividade mais importante do ser humano, e do chimpanzé também!

    • fnvv diz:

      O Einstein dizia que brincar é a forma superior de aprendizagem. Bem tentei explicar isso em miúdo… ( é assim que treino cães)
      Não desvalorizo nada. Nem o Jesus.

  15. um fanático pelas mónadas?

    ou pelas monas tante fax

    não há forma há formas

    superiores ou inferiores implica juízo de value e intui uma prendizage homogénea

    e o poste é mais sobre dissemelhanças e aproximações e não proxis

    seria um bom poste para cálculo numérico supongo

  16. Jorg diz:

    Einstein, falava de Deus sem despeitos, e com muita confiança na sua cabeça. Como Bento XVI, ou Ratzinger, sentia a fé como uma Luz que ilumina entendimento.
    Numa versão ‘pop’, lembro-me da Baronesa Blixen, que no cinema era levada em excursão aerea pela Savana num teco teco e exclamava, perante o seu maravilhamento ” An incredible gift. A glimpse of the world through God’s eye. And I thought: ‘Yes, I see. This is the way it was intended”
    Veja-se por outro lado e.g. Saramago – estava sempre despeitado com Deus, porque achava que Ele não lhe concedia audiência. Ou seja, confundia-se e achava que tal legitimava afirmar uma dissonância/distância, i.e. afirmando uma não crença religiosa. De forma apressada, diria que andava com as candeias (de luz que ilumina) talvez ás avessas.

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