Monthly Archives: Setembro 2013

Se eu fosse Paulo Portas.

Além de cortar o cabelo faria o seguinte.

1. Recrutava independentes derrotados mas promissores como Marco Almeida.
2. Metia um barão do velho PSD em lugar elegível das listas para as europeias.
3. Começava a promover o CDS como um partido que integra a verdadeira herança de Sá Carneiro.
4. Seria o campeão do optimismo, do empreendedorismo e das exportações.
5. Regressava ao consolo das peixeiras.
6. Punha-me a jeito para uma coligação com o PS.

Luis M. Jorge

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Esta não é festa?

Parque escolar  gasta 780.000 euros em advogados*.

Os lisboetas indignados  com a avença de 1000 euros/mês  do António Arnaut com a Escola de  Enfermagem de Coimbra,  não dizem nada agora .

Compreendemos.  780.000 euros é outra louça e os nomes dos escritórios ( ide vê-los) não são socialistas nem defendem  o SNS.

* via CJS

FNV

Somos um Rio.

Singela homenagem ao PSD Porto.

Luis M. Jorge

A birra socrática

Passos Coelho não se  esqueceu: grande vitória do PS. Os blogues socráticos ( CC, Jugular etc)  pós-eleições ? Já vi funerais ( muito)  mais animados.

E compreende-se.  Até o rato Mickey derrota PPC nas próximas legislativas.

FNV

Ilações das eleições

O Luís e o Filipe já disseram o que havia a dizer, mas acrescento umas coisas.
1. Não foi só no Porto que Passos sofreu uma derrota humilhante. Convém recordar que o PSD perdeu (ou não ganhou) Sintra, Oeiras, Gaia e Matosinhos – e que em Lisboa nem sequer foi realmente a votos. Ou seja, o Grande Porto e a Grande Lisboa estão nas mão da esquerda, à excepção de Cascais. Se a isto juntarmos Loures, Odivelas, Amadora e a margem sul (Almada, Barreiro, Setúbal), vemos a real dimensão do “pior resultado de sempre do PSD”. Passos apenas ganha eleições nacionais ao Sócrates de fim de ciclo…
2. O famoso “cartão vermelho” ao Governo não explica tudo. Alguns candidatos péssimos: Pedro Pinto e Carlos Abreu Amorim são cartoons que aterraram de pára-quedas nas autárquicas. E Seara está para além de qualquer descrição. Até na hora da derrota falou como um boneco da bola: “A democracia é mesmo isto…” Isto? A “isto” chegámos?
3. Nota para eleições futuras: os eleitores não são estúpidos. Na São Caetano à Lapa, deviam escrever isto mil vezes à mão, num caderninho, até aprenderem. Dá mau resultado aumentar impostos, descer pensões e sacar o subsídio de férias aos portugueses em nome da dívida – e depois apresentar candidatos que prometem estacionamento gratuito e túneis sob o Douro. Já que não respeitam o nosso dinheiro, respeitem pelo menos a nossa inteligência.
4. A vitória de Rui Moreira no Porto é uma excelente notícia para o país. Não creio que este resultado seja facilmente replicável, mas prova-se que um independente pode ganhar eleições se tiver peso específico, boas ideias e uma base de apoio transversal. Ajuda se o adversário for um demagogo incorrigível, claro.
5. A vitória de Isaltino, perdão, de Paulo Vistas em Oeiras é a outra face da moeda dos independentes. Mas não se trata de uma mudança real, pelo contrário. Vistas é um exemplo grotesco do velho caciquismo. Com uma diferença: os velhos caciques não iam para a cadeia. O futuro? Espero que não. Parece-me mais a Sicília.
6. Nem tudo é negro para o PSD. Ricardo Rio, com quem partilhei um blogue (o Cachimbo), ganhou finalmente em Braga. Eis um caso raro na nova geração: um pragmático de convicções. Se não se estragar no exercício do poder, o que já tem acontecido, talvez o futuro passe por ali.

PP

Balancete.

1. O velho PSD foi a votos através de um independente — Rui Moreira — e triunfou. Será ingénuo quem acreditar que Pedro Passos Coelho vai sobreviver incólume ao exercício.
2. A derrota de Luís Filipe Menezes é o fruto do conflito entre princípios e interesses. Um partido que defende a redução da dívida não se pode fazer representar pelo segundo autarca mais endividado do país. E, no entanto, faz.
3. O fantoche de Isaltino aclamado em Oeiras: silhuetas de Berlusconi, uma anotação para o futuro.
4. Paulo Portas prepara o CDS para liderar a direita parlamentar daqui a dez ou quinze anos. Não vai ser fácil, mas é o desafio estratégico mais interessante da nossa vida partidária.
5. O Bloco em extinção. Esvaziado por Sócrates, radicalizado pelos seus arcaísmos, incapaz de obter verdadeiro apoio popular, cada vez mais refém de uma geração. Seria uma oportunidade para o PS, não fosse o pobre diabo que hoje se apresentou como o grande vencedor destas eleições.
6. A transição de António Costa para a Presidência da República cada vez mais provável. Temos Sampaio.

Luis M. Jorge

E é assim

1) Os jornalistas nunca são tão  secos  e objectivos como quando têm de dar a notícia que não queriam.

2) A lua de mel com os independentes vai durar até à altura em que se começar  a perguntar como funciona o partido do senhor Silva ou o do senhor  Ferreira.

3) Boa aposta do Bloco de Esquerda no piropo: o tempo que tem na TSF é inversamente proporcional à expressão que tem no país.

FNV

Madames Mao

Nos comentários ao vídeo, com citação  logo à cabeça da opinião de João Miranda, temos a menção ao penteado da senhora. Sim, de que se queixa quem tem dinheiro para arranjar o cabelo?

O espírito de Madame Mao e de Xie-Fu-zhi revive nos nossos pequenos guardas-vermelhos. É purgar  a Nação destes Pretos que vão ao cabeleireiro e atrasam o progresso.

FNV

Faixas

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Há faixas encomendadas, há, mas não as que o ex-presidente do Alverca  imagina na sua imitação oleosa do discurso azeiteiro do fantasma FCP.

Uma delas é a de Melhor Não-Equipa de Portugal.  É notável, e só ao alcance de predestinados, a forma como um treinador genial, na quinta temporada seguida, põe a jogar o Benfica. O temple, o domínio, a posse, a organização. Fabuloso.

Também há uma faixa encomendada para os Tarecos Lisboetas do Presidente. Bloggers, jornalistas, analistas, humoristas. Acham muita piada à sintaxe do Jesus, imaginam-se assim parte do povo rapado.

FNV

Da série A concorrência faz melhor

A passagem de June Tabor pela aldeia foi quase ignorada, mas vale a pena ler este aperitivo do João Lisboa. Mesmo três dias depois e em período de reflexão.

PP

Ó pra mim a reflectir com imensa serenidade.

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O país precisa de um Governo, o PS precisa de um líder e Lisboa tem que dar o exemplo a uma nação de indigentes. Em tempos normais Costa não seria o meu candidato. Mas não vivemos em tempos normais, como se demonstra pela campanha miserável do boneco da bola que nos prometeu “afectos” e “estacionamento gratuito”. Hoje, o PSD ensombra qualquer juízo de humanidade e decência que nos reste. O caminho é claro.

Luis M. Jorge

Dia de reflexão

Reflictam muito bem antes de se  desgraçarem ao votar em Meneses, Seara, Manuel Machado, Pedro Pinto   e Abreu Amorim.

FNV

Como os leitores e uma mulher

Me obrigaram a uma autocrítica. No Depressão Colectiva.

FNV

Rituais compulsivos

O fim da crise,  em

2012,

2013

 e 2014.

FNV

Dorme sossegado, Ferreira Queimado

No espaço de pouco mais de um ano, Luisão peitou um árbitro que caiu redondo, Cardozo quis ir  aos fagotes de Jesus, Jesus atirou-se  a polícias. No bom caminho.

Por falar em polícias e em lei, tenho-me divertido imenso. Os da Little Italy, que as fazem no sossego dos camarotes ( como se tem visto nestes dias e como quando espancaram Carlos Pinhão e Carlos Valente) e no código do room service da fruta para dormir, andam doidos que nem galinhas. ( pouca confiança no Fonseca, talvez).

Melhor ainda é o súbito zelo  da polícia minhota, região conhecida  pelas esperas a autocarros  com pedregulhos nos viadutos das autoestradas ou por isto. Quantos arguidos?

FNV

Comércio e religião.

A futura sede da Apple:

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O novo computador da Apple:

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Luis M. Jorge

Criativo e original

É no Blasfémias ( e às vezes no Expresso)  que podemos , por estes dias, ler as mais refrescantes teses sobre  a sociedade portuguesa.

O recurso à analogia não deve ser menosprezado, é uma necessidade vital.

FNV

 

Remember the Maine

Um muito conhecido conservador norte-americano testemunha um casamento gay.

Sabe sempre bem ver gente  conservadora pouco obcecada com sexo.

FNV

Contratempo ( XX)

Em Chorosa, Cantanhede,  a arruada de um candidato à Junta de Febres passava em frente de  uma casa. O dono,  atacado pela matacanha, disparou dois tiros para o ar: ” Não quero barulho à minha porta”, terá dito.

O nosso homem aprecia o sosssego e serei o último a criticá-lo. Podemos  imaginá-lo, vindo da horta, agora sentado na mesa da cozinha, a puxar da navalha para  cortar em quatro um figo pingo-de-mel. O que o irritou mesmo? O som ou a figura do proxenos, alheio às necessidades do nosso comedor de figos?

E o tiro. Não um berro, ou algodão nos ouvidos. Um  tiro. Como nas rolas.

FNV

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Que Palco para os Clássicos? – Recepção e Performance para o Mundo Contemporâneo

3 – 4 de Outubro 2013

Centro de Estudos Clássicos, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa

Os textos clássicos têm sido representados vez após vez, demostrando uma incrível capacidade de se adaptarem aos mais diferentes contextos, culturas e meios de comunicação. Este workshop pretende ser um espaço de reflexão sobre o papel dos Clássicos na contemporaneidade. Mais do que uma simples abordagem teórica, o objectivo é promover o diálogo entre a teoria e a prática, juntando à investigação de ponta na área as vozes daqueles que representaram ou dirigiram a performance de textos clássicos. O workshop contará com a presença de investigadores do APGRD (Universidade de Oxford), pioneiro no estudo da recepção dos clássicos em performance, e da Universidade de Lisboa, bem como personalidades representativas da prática teatral e cinematográfica em Portugal, com o intuito de enquadrar a prática de recepção dos clássicos em Portugal no panorama da investigação internacional.

Programa

3 de Outubro

14.30 Inaugural Session
José Pedro SERRA (CEC Universidade de Lisboa)
Fiona MACINTOSH (APGRD Oxford University) ‘Dancing Choruses in the Wake of the French Revolution’

16.00 The Modern Stage
Cécile DUDOUYT (APGRD Université of Rennes) Translating Ancient Tragedy for the Stage in the Sixteenth Century: Robert Garnier’s Patchwork technique
Luísa RESENDE (CEC Universidade de Lisboa) Stravinsky’s Oedipus Rex and Sophoclean Heritage

17.30 The Contemporary Stage I
Sandra VINAGRE (CEC Universidade de Lisboa) Cassandra between two worlds – The use of Cassandra’s myth during the third Reich
Silvina PEREIRA (CEC Universidade de Lisboa) Staging Aristophanes, today.

4 de Outubro

10.30 Classics and the Contemporary World

Edith HALL (King’s College London) Ancient Greek Drama for Modern Democratic Audiences

11.30 The Contemporary Stage II
Justine MCCONNELL (APGRD Oxford University) Patrick Chamoiseau Stages a Battle: Creolité and Orality versus Classicism and Literature
Tatiana FAIA (CEC Universidade de Lisboa) The whole Iliad is a stage? Homer’s Homer and Logue’s Homer
Brad WILSON (Oxford University) Schrödinger’s Cameras

15.00 The Portuguese Stage
Armando Nascimento ROSA (Escola Superior de Teatro e Cinema) CHARON BASE THEBES: Antígona Gelada pelo Cendrev, segundo João Mota
Rui MADEIRA (Teatro de Braga) Oresteia, uma tragédia da Europa: notas sobre a prática do processo de criação
Luís Miguel CINTRA (Teatro da Cornucópia) TBA

17.00 Closing session
Cristina PIMENTEL (CEC Universidade de Lisboa)

Ficções

1) Personagem principal já há,  é o novo Cantinflas.

2) Já não consigo defender o homem dos ataques dos anões.

FNV

Estupefacto.

Com a quantidade de imbecis que dois anos depois, com mais dívida e a juros mais altos, desemprego, miséria  e ratings internacionais em implosão, cada vez mais longe dos “mercados” continua a sustentar que “estamos  no bom caminho”, que “é preciso insistir no rumo”, e que “não há alternativas”. A iliteracia lusitana será uma canga para várias gerações.

Luis M. Jorge

Domingo.

Chegará o dia de votarmos em candidatos independentes. Muitos não são, é certo, recomendáveis, mas a escassa margem de manobra do regime depende deles. É preciso atrair gente para a política da maneira mais célere e algumas humilhações de envergadura (em Sintra, por exemplo) talvez façam soar os alarmes nas estruturas partidárias.

Não é que tenha esperança. Apenas defendo que a falta de esperança não nos deve inibir de tentar alguma coisa.

Luis M. Jorge

O Estado fraco.

Pedro Lains:

A EDP está de rastos. Deve o dobro do que vale, continua a endividar-se lá fora, contribuindo para o crescimento da dívida nacional, ao mesmo tempo que paga dividendos de empresa saudável, estende a sua malha política até mais não, promete investimentos que não se fazem e até despediu um Secretário de Estado. Agora, resolveu processar a ERSE e, espante-se, o novo Secretário de Estado da Energia. Veja-se bem: o Secretário de Estado, a pessoa do dito. Isto não é uma pressão indevida? (…) Ninguém faz nada?

Não. E ninguém faz nada porque a glutonaria do centrão aliada ao atomismo das indignações selectivas nos fez perder o país. Talvez tenha chegado a altura de suspendermos a democracia por uns anos. Sempre era uma alegria que se dava ao povo.

Luis M. Jorge

Como é que era?

O 9/11 foi levar a guerra à casa do imperialismo, não foi?  E isto também?

FNV

O fogo ao pé da estopa

Até o diabo lhe assopra. No Depressão Colectiva.

FNV

Sublime.

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O que não é dizer pouco.

Luis M. Jorge

Pois é

Asfaltar ruas à pressa por causa de eleições.

Agora isto. Passei no local, na altura não sabia que a senhora tinha morrido.

É melhor ficar por aqui.

FNV

Contratempo ( XX)

Visto de cima não parece fazer sentido. Se aproximarmos  a lente, ainda faz menos. A tese é que a monogamia  sobrevive se as mulheres dominarem a técnica. Isto é uma mistura de cultura de lupanar , sociologia de fim de semana e estética de telenovela. Interessa-me porque há quem acredite.

Como dizia o Kraus, a sociedade necessita de mulheres com mau carácter: as sem carácter  nenhum são elementos perturbadores. Ora, uma mulher que aprende técnicas de sexo oral  ( mesmo a aquela famosa, do Luís Pacheco) para garantir o seu homem,  não tem carácter.  Já uns rissóis,  finos e cremosos,  de camarão da costa, não digo nada.

FNV

Um doce

Manuel Louzã Henriques - Manuela Cruzeiro e Teresa Carreiro Lápis de Memórias

Esta biografia de um comunista  de corpo inteiro, sem Mercedes-Benz nem efectivamentes. Por muitas razões. A ligação  a Coimbra e a pessoas com quem aprendi e trabalhei ( como o Pio de Abreu), a militância coimbrã no PCP,  o texto do Luís Lousã ( há séculos que não te vejo, pá…), a cultura serrana, simples e dura.

E um lado pessoal. As referências  e agradecimentos ao meu pai, que o  ajudou quando saiu da prisão – nos anos 60, marcado a ferros –  e lhe permitiu fazer a especialidade de psiquiatria de uma maneira , digamos, pouco convencional.

FNV

É amanhã

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Em Lisboa, no Maria Matos.

PP

Diário de um cínico

No Egipto, um tribunal deu mais um passo para ilegalizar a Irmandade Islâmica, proibindo as suas actividades e confiscando os seus bens. A decisão, embora previsível, não deixa de ser trágica. Só a polarização da sociedade egípcia explica que alguém tenha a ilusão de acabar por decreto com o fundamentalismo. Não tenho grande fé nos sentimentos democráticos de Morsi e companhia, mas acredito que o Islão político só aceitará a democracia se a democracia aceitar o Islão político. Como as eleições mostraram (e as eleições mudaram tudo), a Irmandade está muito mais enraizada no tecido social egípcio do se supunha. A represão, pela lei ou pela força, será contraproducente. O tempo, uma Constituição secular e o jogo partidário teriam outro efeito moderador.
No fundo, a situação é semelhante à de Portugal ou Espanha na transição democrática de 75 – já aqui discutida nas caixas de comentários. Algumas vozes temiam que a legalização do partido comunista fosse um cavalo de Tróia do extremismo revolucionário, mas o melhor remédio contra o extremismo sempre foi levá-lo a votos. Primeiro, porque assim ficamos a saber quanto vale. Depois, porque assim aceita implicitamente o sistema representativo.
A analogia tem um limite: nas margens do Nilo, como na Alemanha dos anos 30, os extremistas ganham eleições. O perigo de uma deriva antidemocrática é real. Contudo, não é mais democrático excluir do regime o partido mais votado. E repito que, aceitando eleições, o fundamentalismo islâmico está a dar o primeiro passo para reconhecer a democracia. A sua ilegalização, pelo contrário, tem três consequências perversas: dá-lhe capital de queixa no país e no estrangeiro; reforça a falta de confiança dos egípcios na democracia; diminui a já escassa legitimidade do governo interino. Com amigos assim, a Primavera Árabe nem precisa de inimigos.

PP

Contratempo ( XIX)

O que dizer? Algumas coisas.

A generosidade do homem foi momentânea? Não sabemos. Foi generoso? Talvez não, talvez apenas justo. A sociedade terá  em conta  isto, ou a dura lei tomará a deixa do inesquecível Mário -Henrique Leiria:  Para a frente, meus filhos. A pátria nos contempla  e o passado nos espera.

FNV

Zeitgeist

Ontem, ouvi a tese a Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. Hoje, li-a no editorial do Público. A vitória folgada de Merkel, seguida de possível coligação com o SPD, é uma boa notícia para Portugal porque vai aliviar a austeridade.
A vitória da CDU é uma boa notícia para todos, mas não vejo como irá a Sra. Merkel aliviar seja o que for – quando foi eleita por metade dos alemães para continuar a mesma política.
Parece infantil, mas continuamos a acreditar em contos de fadas.

PP